domingo, 25 de novembro de 2012
PMDB renova o comando
No sábado, 164 filiados elegeram, em chapa única, o novo comando do PMDB em Juiz de Fora, com mandato até 2014. Como havia antecipado a coluna, a comissão executiva passa a ter Paulo Guttierrez na presidência, Orlandsmidt Riani e Teodoro Mendonça primeiro e segundo vice-presidentes, Ana Paula Brandão, secretária-geral, secretário-adjunto Marlon Siqueira Martins, tesoureira Rafaela Medina Cury, e como vogais Adelmir Romualdo e José Jamil Adum. A executiva ainda contará com o líder da bancada, a ser eleito. Integram o Conselho Fiscal Flávio Geraldo de Paula, José Alberto Pinho Neves e Victor Fagundes Oliveira.
A executiva vai assumir no dia 3 de dezembro.
Avesso a longos discursos, o presidente Guttierrez falou durante um minuto, para dizer que o diretório tem consciência de suas responsabilidades com a proposta de renovação política na cidade. E se emocionou ao proclamar que a vitoriosa caminhada do PMBD em 2012 se deve ao comando de Adelmir Romualdo, a quem vai substituir.
O diretório
O novo diretório não deixa dúvida de que foi composto para dar sustentação política ao prefeito Bruno Siqueira. Os nomes que o integram e não fazem parte desse esquema é porque já presidiram o partido e têm cadeira cativa.
São agora do diretório: Bruno Siqueira, Antônio Aguiar, André Luiz Mariano, Júlio Gasparette, José Figueirôa, Sérgio Rodrigues, Adelmir Romualdo, André Borges, Wilson Couri Jabour, Waldecyr Martins, Paulo Guttierrez, Orlandsmidt Riani, Teodoro Mendonça, Rafaela Cury, João César Novais, Juarez Belfort Arantes, Celso Pimenta, Luiz Carlos Carvalho, Abemar Herdy, Francisco Canalli, Marlon Siqueira Martins, Jean Paulo Kamil, Pedro Maurício Carvalho, José Antônio de Oliveira, Ana Paula Brandão, José Pancrácio, Sílvio Manoel de Araújo, Cosme de Moura, Vicente Paulo Ribeiro, José Francisco Sobrinho, Carlos Alberto Bellei, Nábia Rabelo Cury, Eliane Aparecida Santos, José Meireles Filho, José Jamil Adum, Gabriel Siqueira, João Kennedy Ribeiro, Nathália Pacheco, Jadir de Souza, Giancarlo Castegliani, Evandro Tomasco de Abreu, José Manoel da Silva, Osni Pereira, Domingos Caputo e o líder da bancada.
Presidência
Esta é uma semana considerada decisiva na conclusão dos entendimentos entre futuros vereadores para a composição da Mesa que vai dirigir a Câmara nos próximos dois anos. O que já foi conversado até agora robustece a expectativa de que a presidência ficará mesmo com o vereador Júlio Gasparette.
E os outros?
Na reforma do secretariado do governador e na formação da primeira equipe que vai assumir com o novo prefeito é evidente a predominância dos grandes partidos, aos quais, naturalmente, devem caber as maiores fatias do poder. Quanto aos pequenos, sabe-se quase nada. A não ser expectativa.
Caça às verbas
Bruno Siqueira vai hoje a S.Paulo, participa de um almoço em que a TV Bandeirantes reúne prefeitos eleitos, e viaja em seguida para Brasília. Terá encontro com autoridades federais. O objetivo é consolidar verbas para obras viárias já iniciadas pela atual administração.
Planos para 2018
O PMDB se prepara para disputar a eleição presidencial somente em 2018, segundo seu presidente, senador Valdir Raupp. Deduz-se, então, que em 2014 pretende seguir com a aliança com o PT; aliança muito vantajosa para o partido, que já tem a vice-presidência da República e terá as presidências da Câmara e do Senado no próximo biênio 2013/2014.
Hoje, não tem um nome com projeção nacional que seja capaz de aglutinar em torno de si as diversas lideranças regionais do partido e suas diferentes visões sobre o futuro do País. O surgimento do PSD, sob a liderança do prefeito Kassab, inquieta o PMDB, pois se aproxima da presidente Dilma, podendo ocupar ministério na minirreforma prevista para início de 2013. Com isto, o recém-criado partido passa a ser sedutor em relação aos políticos fisiológicos, e, por consequência, trará ao PMDB motivos para ter ciúme de eventuais benesses que os pessedistas tiverem a partir de agora.
(( publicado também na edição desta segunda-feira do TER NOTÍCIAS ))
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
O primeiro
O diretório do PMDB de Juiz de Fora de Fora é o primeiro de Minas que se renova com base nas lideranças projetadas pelas eleições municipais deste ano. O processo deverá ser conduzido sem maiores problemas de convivência interna, o que o leva a ser observado com interesse pelo comando estadual. Neste particular seria modelo para os demais diretórios, mas certamente há muitos casos de disputa.
Amanhã à tarde, formado o diretório, tendo o prefeito Bruno Siqueira como primeiro nome, elege-se o novo presidente, Paulo Gutierrez.
Preferência
Chamado a participar de alianças bem sucedidas, ao apresentar suas reivindicações o PSDB tem revelado preferência pelo setor de Saúde. Em Belo Horizonte, onde apoiou Márcio Lacerda, eleito no primeiro turno, o partido já indicou Marcelo Teixeira.
Em Juiz de Fora, tudo indica que os tucanos seguirão o mesmo caminho preferencial.
No encalço
Quando se faz conferência das contas irregulares do Ministério da Previdência no governo passado a Justiça diz que o ex-presidente Lula tem de devolver R$ 9,5 milhões. A Justiça Federal de Brasília optou por extinguir a ação, mas a Procuradoria Geral da República não aceita a decisão e vai reabrir o caso.
Na onda do mensalão, a Procuradoria quer puxar o fio de outras meadas
Sob cautela
Sem recusar as articulações que pretendem levá-lo à presidência nacional do PSDB, o senador Aécio Neves é cauteloso e garante que não daria um passo nesse sentido sem ter, preliminarmente, uma conversa com Fernando Henrique e José Serra, que falam pelo alto comando do tucanato paulista. Na verdade, quando São Paulo não aceita, as coisas se complicam.
Sem compras
Daniel Pereira, professor de astrofísica da Universidade de São Paulo, propõe que o Congresso institua o 23 de novembro como o Dia Sem Compras, o que, entre outras vantagens, melhoria as condições ambiente. Por que 23 de novembro? Isto é que não está muto bem explicado.
O professor desenvolve sua campanha indagando:
“Você já parou para pensar se o que compra é realmente uma necessidade ou se foi o marqueteiro de plantão quem lhe convenceu disto? Qual será o impacto no planeta e no seu bolso ao fazer uma compra?”.
E mais: não pensar se realmente precisamos do que estamos comprando; se vamos usar por muito tempo ou se foi o marqueteiro campeão de prêmios internacionais quem nos mandou comprar é uma forma de ignorância; ignorância no sentido de não refletir sobre toda a cadeia que gerou aquele bem, quando foi retirado da natureza, muitas vezes de maneira irreversível, e o quanto o que estamos comprando agora tornará o amanhã privado desse mesmo bem e de muitos outros até mais importantes.
Sobrestado
Fez bem o vereador José Figueirôa em usar o expediente do pedido de vista para sobrestar o projeto que pretende a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, porque se trata de iniciativa incompatível com o período de transição entre duas administrações. Poderia ter feito o mesmo em relação à Secretaria de Turismo, porque não se sabe o que o próximo prefeito pensa nessa área.
Mas o que foi submetido à Câmara é pouco mais que uma intenção, sem maiores insinuações sobre a estrutura do novo órgão, pessoal e fontes de recursos.
Jogo do poder
Quando presidente e governador caem em campo para formar sua equipe imediata o primeiro desafio que enfrentam é acomodar as forças políticas que lhes deram apoio e contribuíram para sua eleição. Os novos prefeitos não escapam disso. Se estão em pequenos e médios municípios as pressões para a conquista de posições são diretas, e para eles os resultados podem ser piores, porque as insatisfações costumam desaguar em inimizades paroquiais. Eis que os pretendentes frustrados estão bem próximos.
A dificuldade na composição de um secretariado é que os grupos de apoio muitas vezes superestimam sua contribuição nas urnas. Dizem que deram mais do que efetivamente podiam dar. E o prefeito nunca dispõe de elementos para aferir o potencial aplicado de seus aliados. Não pode ir muito além da subjetividade.
Outro problema está em diferenciar as adesões que se fizeram no primeiro turno e as que vieram no segundo, figurando entre estas algumas que apoiaram o prefeito mais por não aceitar o adversário dele. É o veto vestido de voto.
Na fase mais delicada das negociações para escolher poucos nomes e defenestrar muitos, já se sabe que evitar certos descontentamentos é algo impensável.
(( publicado também na edição desta sexta-feira do TER NOTÍCIAS ))
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Faixa própria
Na reunião que o PMDB promoveu em Belo Horizonte, na segunda-feira, com a presença de 120 prefeitos e vice-prefeitos eleitos, sinalizou-se que o partido deve ter candidato próprio ao governo de Minas, sem aceitar composições que o releguem a um plano inferior. Sob assentimento geral, o que inclui os líderes, já ficou escalado o senador Clésio Andrade (foto) para assumir a tarefa. Sua primeira meta é convencer as bases do próprio partido a abandonar a ideia das composições confortáveis que o afastam da cabeça de chapa.
Se Clésio se dispuser, vai se abrir vaga para os peemedebistas disputarem o Senado, e será outra guerra.
De volta
O deputado Marcus Pestana estaria de volta ao Secretariado de Minas, como parte da reforma que o governador Anastasia vai empreender nas próximas semanas em áreas pontuais do primeiro escalão. Ele já foi secretário de Saúde, mas voltaria para um setor diferente, como, por exemplo, a Secretaria de Obras.
Preferência
O PSDB ainda não tem concluídas as negociações para definir sua posição na reforma do primeiro escalão do secretariado mineiro, o que inclui cargos de direção de outros importantes setores da administração. Pelo que se sente, pouquíssimos arregimentados da Zona da Mata, mas entre eles o prefeito Custódio Mattos. A região poderá ficar com uma diretoria do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.
Caminho novo
O pouco empenho do grupo do ex-prefeito Tarcísio Delgado em trabalhar para retomar seu espaço no PMDB contribui para acentuar as especulações sobre sua possível filiação ao Partido Socialista Brasileiro.
Ao afogadilho
Não custa insistir em que a fase de transição entre dois prefeitos está longe de ser a ideal para se propor mudança na estrutura administrativa, sobretudo quando de afogadilho.
Mas este perece não ser o sentimento da maioria dos vereadores ao aceitar, rápida e pacificamente, o projeto de criação de secretarias ou reorganização de órgãos menores. Para o prefeito que sai, ruim porque se serve da undécima hora para influir na vida de quem vai sucedê-lo. Também para o prefeito que vai entrar, pois herda um novo ônus. E, se se cala, fica parecendo que aceita a máquina inchada para socorrer compromissos de campanha.
Não apareceu, pelo menos até agora, quem lhe apresentasse boas sugestões para reduzir o custo dessa máquina.
Da transição
De tudo até agora tratado pela comissão de transição, que procura traçar a situação administrativa que será transferida ao novo prefeito, percebe-se que ainda não se tratou de algo capaz de assustá-lo verdadeiramente: os compromissos progressivos em relação aos servidores.
Setentão
O Clube Sírio e Libanês, uma das boas tradições sociais da cidade, vai se preparando para entrar no 70º ano de sua fundação, que promete grande movimentação em 2013. No próximo sábado, a partir de 21h, a incansável presidente Mounira Haddad Rahme vai comandar, na sede, um jantar de confraternização.
Secretariado
Ainda em sucessivas reuniões para tratar da formação de seu secretariado, que também assume em 1º de janeiro, o prefeito Bruno Siqueira parece disposto a divulgar a equipe em comunicado único, sem divulgações isoladas.
Vice cogitado
Não há político em Minas que desconheça as articulações desde agora centradas no vice Alberto Pinto Coelho, como um nome para a sucessão do governador Anastasia. E mais: estaria em seus planos um companheiro de chapa tirado da Zona da Mata.
(( publicado também na edição desta quinta-feira do TER NOTÍCIAS ))
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Grande luta
O PMDB ainda não se sente em condições de confirmar a disposição de disputar o governo de Minas, em 2014, em faixa própria, mas já pode prever que será cenário de uma intensa luta para a terceira cadeira de Minas no Senado, hoje ocupada por Clésio Andrade. Ele próprio apontado como candidato a um novo mandato, teria de disputar a preferência dos convencionais com Hélio Costa ou Newton Cardoso.
Pode ser que até lá esteja definida a situação do suplente. Quando começou a atual legislatura ocorreu de sete novos suplentes estarem em plenário. Hoje,das três cadeiras de Minas duas estão ocupadas pelos suplentes Clésio Andrade e Zezé Perrella, substituindo Eliseu Resende e Itamar Franco.
Fora de hora
Já se falou em sugestões ao novo prefeito para a ampliação da estrutura administrativa, como a criação de uma secretaria para o turismo. Agora,a Câmara é chamada a votar projeto do Executivo que transforma a Agenda JF em secretaria, o que parece não ser não ser boa ideia para uma administração que termina e outra que está para começar, e ainda não revelou o que pretende em relação aos órgãos de primeiro escalão.
Os advogados
No sábado haverá eleição para presidência da OAB/MG, Conselhos Estadual e Federal, bem como presidência da 4ª Subseção JF e respectivos conselheiros municipais.
São duas chapas concorrendo no estado: a situação, cujo presidente, Luiz Cláudio, se recandidata, e a oposição, representada por Luiz Fernando Valladão.
Em Juiz de Fora, são três chapas em disputa: a da situação, representada por Denilson Closato e vice Cláudia Vieira Campos; José Maurício, tendo Alexandre Elias como vice, e outra de oposição, encabeçada por Abdalla Couri, com Alexandre Jabour como vice.
Um detalhe que às vezes escapa do eleitor: é possível votar na situação em BH e na oposição aqui, ou vice-versa. Há liberdade para tanto.
Sutilezas no TSE
Centenas de candidatos condenados por prática de propaganda ilegal estão recorrendo da decisão de instâncias inferiores, baseando-se em diferenças pontuais, objeto de estudo do advogado Arthur Rollo. O primeiro ponto é estabelecer a diferença entre propaganda política e propaganda eleitoral. Diz ele, que “propaganda política é gênero; propaganda eleitoral, propaganda intrapartidária e propaganda partidária são espécies desse gênero.
A maior dificuldade sempre consistirá em identificar a propaganda eleitoral antecipada. Isso porque os políticos buscam, a todo instante, manter-se em evidência, como forma assegurar suas eleições futuras. “Político que não é lembrado não é votado”, explica Rollo.
Discriminação
Não faltam projetos de lei que estão destinados a produzir efeitos contrários e mais graves do que os erros que pretendem corrigir. Está neste caso a propositura do deputado Luiz Alberto, do PT da Bahia, que quer a fixação de uma cota mínima de cadeiras no Congresso e nas Assembleias Legislativas para cidadãos negros. Ao pretender extinguir uma discriminação ele consegue discriminar mais, pois veda a representação de cidadãos de outras raças.
Alberto é como os terroristas: quer combater o mal com um mal maior.
Prefeitos do PMDB
O prefeito eleito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, foi quem falou, ontem, em nome de seus colegas, na reunião que o PMDB promoveu em Belo Horizonte, com a presença do senador Clésio Andrade e do ex-governador Newton Cardoso. Os oradores manifestaram entusiasmo com os resultados que o partido obteve nas recentes eleições, e deixaram a reunião certos de que o atual presidente da executiva estadual, Antônio Andrade, será reeleito para um novo período.
Sinal dos tempos
Os setores políticos mais ligados ao governo já admitem, em confabulações internas,que uma parcial reforma do ministério virá mesmo em janeiro, no mais tardar fevereiro, o que permitirá à presidente Dilma Rousseff alguns ajustes, exatamente quando estará abrindo a segunda e última parte de sua gestão.
Não apenas para ajustar peças do governo, o que permitirá agilizá-lo, mas as mudanças também sinalizarão ou não a disposição da presidente de criar bases político-partidárias para disputar um segundo mandato. Detalhe revelador de tal disposição seria a ausência de influência de Lula nas escolhas.
Dívidas e impasse
Os governadores apenas esperavam passar as eleições e já se preparam para voltar à carga na questão das dívidas com a União. O assunto é antigo, com a diferença de que neste ano criaram coragem e se confessaram responsáveis por dívidas impagáveis. No caso de Minas, os principais compromissos acumulados chegam a R$ 400 bilhões, e o governador não esconde: é impossível honrar isso.
Mas o problema não se resolve apenas com a humildade da confissão. Fica um impasse: se não há como pagar, também não há como deixar de receber, denuncia o Palácio do Planalto.
(( publicado também na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS))
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O alvo é 2014
Os grandes partidos vão entrar em 2013, mal descansados da eleição dos prefeitos, dispostos a trabalhar em torno de seu próximo grande objetivo, isto é, construir uma estrutura de poder eleitoral para o ano seguinte, quando se elegerão governadores e o presidente da República. Partindo do princípio de que os grandes municípios darão sustentação ao projeto presidencial, convenceram-se seus dirigentes de que as urnas de outubro passado realmente começaram a definir forças e fôlegos para a sucessão de Dilma.
Neste contexto, papel saliente está reservado a Minas, talvez mais que em qualquer outro estado, se se tomar por base o PSDB intensificando ações para viabilizar a candidatura de Aécio Neves à presidência. Por isso, já se estabeleceu como ponto de partida que o nome para substituir Anastasia tem de expor um perfil alinhado com os planos de Aécio. É onde surge uma possibilidade para o deputado Marcus Pestana.
De olho em 2014, não menos interessado está o PT, que, a partir de março próximo, já terá de fazer uma decisão dramática, mais ou menos como a escolha de Sofia: Dilma ou Lula.
Estratégia
A executiva estadual do PMDB espera hoje, em Belo Horizonte, o prefeito eleito Bruno Siqueira, como também os demais que obtiveram êxito na disputa pelas prefeituras, para uma primeira conversa sobre o futuro do partido em Minas. Há muito o que discutir, mas o primeiro passo deve ser a eleição do presidente. O deputado Antônio Andrade aceita ser reeleito.
Outro ponto importante é a sucessão de 2014, que tem de merecer atenções desde já. Os peemedebistas pretenderão disputar o governo do estado com candidato próprio?
Reciclagem
Marcus Pestana, que dirige o PSDB em Minas, também abre campanha para uma ampla discussão sobre o futuro do partido, que, sem embargo dos resultados eleitorais obtidos neste ano, encontra-se numa encruzilhada: “ou recicla ou sucumbe”, segundo suas próprias palavras. O presidente tem planos ambiciosos, pois acha que o partido precisa rever métodos, ideais, nomes, atitudes, táticas, culturas e estratégias.
A novidade
O êxito do partido na recente campanha eleitoral, que culminou com a eleição do novo prefeito, leva o PMDB a esperar grande movimentação de filiados no sábado, quando se formará o novo diretório. Não obstante haver apenas uma chapa registrada. A expectativa otimista é em relação ao clima criado com a vitória de outubro.
Dúvida no PSD
O PSD do prefeito Kassab fecha o ano com um resultado positivo: depois de ser reconhecido em instância superior, fez a terceira bancada parlamentar, como também garantiu preciosos minutos de propaganda gratuita no rádio e a televisão bem negociados na campanha passada.
A executiva estadual ainda não mostrou quais são seus planos em relação a Juiz de Fora, depois de ter apoiado a candidatura de Bruno Siqueira.
Os arranjos
O jurista Saulo Ramos está entre os que condenam o voto proporcional, por considerá-lo o mais fecundo dos arranjos inconfessáveis para ganhar adesões, além do despropósito de derrotar muitos entre os mais votados e eleger os menos escolhidos pelas urnas.
Esse voto, que é uma crescente contribuição à inautenticidade da representação popular, sobreviveu em 2012.
Boa receita
Consta que não falta, em Brasília, quem recomende a Dilma cobrar compensação dos que se beneficiam do Bolsa Família, o que já havia prometido em 2007, visitando a cidade, o então ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. O distributivismo puro e simples precisa ser aperfeiçoado.
(( publicado também na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))
domingo, 18 de novembro de 2012
Novo presidente
Paulo Gutierrez será o novo presidente do diretório municipal do PMDB, eleito na tarde do próximo sábado, logo após o partido renovar todo o seu colégio de comando. Definido também que Orlando Riani assumirá a vice-presidência, mas continua indefinido o nome do secretário, um cargo estratégico.
Na semana passada, havia previsão do surgimento de uma segunda chapa, o que acabou não ocorrendo até o esgotamento do prazo para registro. O que permite prever que o grupo do prefeito eleito, Bruno Siqueira, terá o controle total do partido na cidade.
No sábado, os peemedebistas prestarão homenagem ao coronel Adelmir Romualdo, que liderou o diretório neste ano e levou o PMDB a viver sua maior transformação nos últimos trinta anos.
À guisa de sugestão
Afora os problemas para a formação do secretariado, sem que faltem pressões e postulações, o prefeito eleito, Bruno Siqueira, também tem de ouvir uma infinidade de sugestões sobre como e onde mexer na estrutura da máquina administrativa. Como ocorreu com vários de seus antecessores, não falta quem recomende a extinção da Secretaria de Agropecuária, por considerá-la desnecessária. Outros querem o turismo elevado ao status de primeiro escalão, o que parece ser desnecessidade ainda maior.
Os provisórios
Não se sente na direção estadual dos pequenos partidos ânimo para a transformação de suas comissões provisórias no município em diretórios. Desinteresse que se observa mesmo entre os que deram apoio ao prefeito eleito, e junto a ele se mostrariam mais robustos
para conversar.
O caráter provisório é sempre do interesse dos dirigentes estaduais, que podem nomear e destituir sem aviso prévio e sem maiores explicações.
Às favas a Justiça
Dois pronunciamentos, fora de hora e fora de propósito, marcaram o fim da semana em que a Justiça mostrou o caminho da cadeia para José Dirceu, condenado, entre outras coisas, por formação de quadrilha. Num flagrante desrespeito ao Supremo Tribunal Federal e à sociedade, o ex-presidente Lula deu notícia de que o povo anda mais preocupado com o mau desempenho do Palmeiras do que a sorte do mensalão. Depois, numa feroz disputa de inoportunidade, o líder dos sem-terra, José Rainha, convocou a população a tomar as ruas em defesa de José Dirceu.
Um protesto
O que os atuais e futuros prefeitos mais desejam é que o governador Antônio Anastasia divida com eles a luta contra a atual insensibilidade do governo federal, que vem garroteando as fatias que lhes cabe do bolo tributário. O Fundo de Participação dos Municípios vai fechar novembro empobrecido em cerca de 30%. É preciso protestar, e só com a voz do governador pode haver algum reparo.
Trata-se de um problema que, se pesa sobre os atuais prefeitos no estertor de seu mandato, é ainda mais sinistro para quem vai começar em janeiro.
Hegel, o último
Num ano que tem sido cruel com algumas das mais destacadas inteligências da cidade, o sábado assistiu ao sepultamento de Hegel Pontes. Há anos distante das atividades culturais, enfermo, aos 80 ele sucumbiu a implicações agravadas com uma crise renal.
Advogado, mineiro de Monte Santo, Hegel fica como um dos maiores poetas líricos que Juiz de Fora viu nascer no século passado. Mas foi, sobretudo, o trovador, campeão em todos os jogos florais de que participou, e tem seu nome inscrito em todas as antologias de trovas. Uma das que ele criou corre o mundo de língua portuguesa: “Morre Cristo, o palestino / e na vida transitória / a história do seu destino / muda o destino da História.”
Publicou, entre intelectuais, ”Sonetos e poesias diversas”, e com amigos poetas fundou o Núcleo Mineiro de Escritores. Lá estavam Rangel e Colbert Coelho, Dormevilly Nóbrega, Roberto Medeiros, Sílvio Machado e José Carlos. Hegel é o último a sair da vida.
Coincidência
Agora o sistema prisional brasileiro, com todas as suas mazelas, sempre denunciado pelas entidades internacionais de direitos humanos, entra na ordem do dia do ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal. Parece coincidência que tal aconteça depois de atribuídas as penas aos condenados no julgamento do mensalão.
A condenação de José Dirceu e sua gente serviu, pelo menos, para escancarar a realidade carcerária, seu novo endereço.
Legisladores
Faz vinte anos hoje que Laudelino Schetino, presidente da Associação dos Vereadores da Zona da Mata, que não existe mais, escreveu:
“A próxima legislatura mostra uma queda de qualidade intelectual dos vereadores. Elegem-se sem um mínimo de informação sobre a atividade legislativa. O que reflete no empobrecimento politico”.
(( publicado também na edição desta segunda-feira do TRT NOTÍCIAS))
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Em campanha
De novo, os peemedebistas estão em campo à caça de votos, desta vez para a formação de seu novo diretório, o que vai acontece no dia 24. Muitos entre os que são procurados gostariam de saber quem será o novo presidente, mas este é um detalhe não totalmente definido.
Em breve, também os tucanos estarão cuidando da renovação do seu diretório, mas com a expectativa de que acabarão se entendendo os grupos do prefeito e do deputado Marcus Pestana.
O prejuízo
Quaisquer que sejam os planos do PT para os próximos anos, mas principalmente a sucessão presidencial de 2014, a prioridade absoluta é se recompor dos estilhaços que está enfrentando com a condenação à cadeia de seus grandes chefes – José Dirceu, Genoíno e Delúbio. É impossível dizer que o partido nada tem a ver com isso, principalmente porque agora o alvo da Justiça é Lula, que parece desguarnecido, diferentemente da presidente Dilma, que dá sinais de blindagem.
Potencialidade
O fato de andarem por percentuais expressivos nas recentes eleições, os votos nulos, os brancos e a abstenção não impedem que se elabore uma estimativa sobre a potencialidade do município para construir representação parlamentar mais expressiva na Assembleia e na Câmara dos Deputados. Em cada uma dessas casas o que temos é apenas um representante. Nosso colégio eleitoral tem fôlego suficiente para eleger quatro estaduais e dois federais.
É assunto que os partidos deviam colocar em pauta e propor uma ampla campanha nestes próximos dois anos. Na década de 70, quando 80% dos juiz-foranos votavam em deputados de outras regiões, os Diários Associados promoveram movimento em favor do voto bairrista, e obtiveram grande êxito.
Benemérito
Em solenidade marcada para 19h30m do dia 28 a Câmara Municipal vai outorgar o título de Cidadão Benemérito ao engenheiro Marcello Siqueira, que foi diretor do Banco de Crédito Real, presidente da Cesama, Copasa e Furnas, deputado federal, além de empresário no setor de construção civil. Atualmente faz parte do Conselho Fiscal da Light.
Voto avulso
Ainda não se encontrou parlamentar que se anime a assumir a ideia que o senador Itamar Franco defendia, pouco antes de morrer, em meados do ano passado. Trata-se da instituição do voto avulso, para se permitir que um candidato dispute o voto popular sem que tenha necessariamente de estar filiado a um partido político. Nem mesmo quando se propôs que uma experiência fosse feita em eleição municipal, através dos vereadores.
O senador justificava que a ditadura dos partidos vai se tornando um instrumento de boicote à renovação das lideranças. Torna-se fácil perceber de onde procedem as resistências ao projeto.
Metas básicas
No começo do ano o PSDB fixou quatro metas básicas a serem cumpridas com vistas à eleição municipal do mês passado. O partido se considerou bem sucedido, mas aquelas metas certamente terão de ser reeditadas a partir de agora, quando se pensa na sucessão presidencial. São elas: aperfeiçoar a estrutura do partido, dinamizando-o; fortalecê-lo nos estados onde se mostra frágil ou insipiente; ampliar o debate sobre o programa partidário; e organizá-lo de tal forma que possa colher bons resultados nas urnas. Tudo isso, mas não necessariamente nessa ordem.
Dia de posse
O Tribunal Superior Eleitoral não vai considerar a proposta de alguns prefeitos e deputados da região Sul no sentido de que a posse dos eleitos volte ao 31 de janeiro. Não se encontrou justificativa razoável, a não ser que a posse em 1º de janeiro surpreende muita gente com a ressaca da passagem de ano. Há um projeto na Câmara fixando a solenidade no dia 10.
O 31 de janeiro ficou na história como o dia em que os prefeitos tomavam posse, até a nova Constituição estabelecer que o mandato devia começar sempre no primeiro dia do mês. Quem abriu a história dos prefeitos eleitos pelo voto direto, em 1947, foi Dilermando Cruz, que assumiu em 14 de dezembro. Seu sucessor, Olavo Costa ficou como o primeiro a assumir em 31 de janeiro, o que se deu no ano de 1951.
Por etapas
As eleições de 2014 estão sendo desenhadas desde já. Daqui para frente as decisões políticas nacionais do governo passam necessariamente pela agenda da sucessão presidencial. Inicialmente, virá a eleição das mesas diretoras do Congresso Nacional. Em seguida, a minirreforma ministerial. Depois, as composições regionais para montar os palanques nos estados. Só falta a presidente Dilma combinar com a oposição para que o candidato seja um tucano, e nada mais do que ele. Em tempo: torcer também para que a economia continue sem surpresas negativas.
(( publicado também na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS ))
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