domingo, 11 de dezembro de 2011

' Candidato do Palácio não é necessariamente o do PPS'

Ainda que o projeto natural e favorito do governo à prefeitura em 2012 seja a reeleição do prefeito Custódio Mattos, isso não significa que o PPS tenha definida, desde já, sua posição ”até porque o partido tem sua dose de rebeldia, e não aceita engajamento automático, como também não faria oposição visceral a quem quer que seja”, disse o presidente da executiva municipal, o secretário estadual de Saúde, Antônio Jorge Marques, na reunião que promoveu no auditório do Centro Industrial, no fim de semana, com outros dirigentes e pré-candidatos a vereador. O PPS, segundo ele, não tem candidato definido, como também não sabe se seria conveniente disputar em faixa própria, como líder de uma aliança que vai dispor de mais de dois minutos de propaganda em TV. Na eventualidade de haver candidato próprio, Antônio Jorge descarta seu nome, “porque temos um compromisso de estar ao lado do governador”.
Se para muitos o interesse maior deva ser a disputa da prefeitura, o presidente do diretório, ao contrário, afirma que neste momento a prioridade é armar a campanha dos vereadores, o que já havia sido informado pelo secretário, Marcos Pinto, depois de garantir que “na chapa só vai entrar candidato com ficha limpa”.

Quatro temas para a campanha

Nas reuniões semanais que pretende realizar com seus candidatos, a partir de janeiro, o PPS iniciará a pregação dos quatro pontos que vai priorizar na campanha, e com eles tentar atrair o interesse do eleitorado.
O primeiro é no campo da Saúde, que Antônio Jorge indicou como um setor em que o partido será muito cobrando em Juiz de Fora, não apenas pela natural prioridade, e também por ter como presidente alguém que ocupa a Secretaria do setor em Minas. Mas o que se pretende é mostrar à população como nas políticas sanitárias são divididas as responsabilidades entre os governos federal, estadual e municipal.
Dois outros pontos dizem respeito à educação e à segurança.
Mas a quarta proposta, que mais chamou a atenção e provocou debates durante a reunião é a “mobilidade urbana”, que Antônio Jorge definiu como “um verdadeiro caos na cidade, porque já não é mais possível andar nessas ruas”.


Campanha eleitoral na
hora dos 'profissionais'


A campanha eleitoral de 2012 já está começando, e nesta hora afastam-se os amadores, porque o assunto é para profissionais, disse o prefeito Custódio Mattos, durante a recepção de fim de ano que ofereceu aos jornalistas da cidade. Candidato à reeleição, ele acha que é também este o momento que separa e põe em posições opostas projetos políticos sólidos e os projetos de aventureiros. Contudo, ainda que faça essa distinção, não indicou qual ou quais as candidaturas que estará enfrentando em outubro.
Sobre seu estilo de campanha, Custódio disse que prefere associá-lo às obras e metas, que “agora começam a aparecer com maior intensidade”, e uma delas, confirmada durante a recepção, é que no próximo dia 31 o balanço dos novos empregos criados em Juiz de Fora vai chegar a 10.500.
Com a nova campanha, em que estará em jogo sua cadeira, o prefeito anunciou que levará ao eleitor uma nova realidade criada em Juiz de Fora, que é “a retomada da autoestima, com a superação do período de decadência, que já ficou para trás. As pessoas já não falam mais que esta é uma cidade que não dá certo”, garantiu.
Custódio confidenciou que, no momento em que pretendeu definir sua vida profissional, o jornalismo esteve em cogitação, e acha que vem daí sua admiração pelos comunicadores, sem embargo de “alguns momentos de relação estressante”, mas destacando que o mais importante é que “nas relações com a imprensa eu tenho convivido com gente séria“.


Minas pode perder
espaço no governo


O ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, é o único mineiro a compor o primeiro escalão do governo Dilma; se cair, como querem a oposição e o grupo petista da capital que o hostiliza, o estado vai reduzir ainda mais seu poder de articulação no Planalto. Os problemas envolvendo Pimentel passaram a ser analisados também sob esse aspecto, o que deve agravar a responsabilidade da facção petista de Minas que combate o ministro.
No atual governo as lideranças mineiras não tiveram forças para reivindicar. Pimentel perdeu a disputa para o Senado e foi contemplado. Mas Hélio Costa perdeu para o governo estadual e não recebeu qualquer convite. Os senadores Aécio Neves e Clésio Andrade já denunciaram que os mineiros nunca estiveram tão longe do poder federal.
Pimentel, atendendo recomendação da presidente para resistir, passou o fim de semana organizando a base de sua defesa e tentar mostrar que foram lícitos os serviços de consultoria que prestou a empresas ligadas à prefeitura de Belo Horizonte.


De olho
na crise

O f ato de um acumulado de 23% da produção mineira estar vinculada à exportação é suficiente para trazer preocupação ao estado diante da crise financeira que atinge a Europa, onde estão muitos dos nossos importadores. O governador Antônio Anastasia confirmou, numa entrevista pela TV, que a importância das exportações justifica a preocupação, que ele considera como sendo sua também.


Expulsão
à vista

A expulsão de um militante, o que é raro acontecer em partido político, ronda o ex-secretário Manuel Costa, encarregado de fomentar a reforma agrária em Minas, até ser afastado, sob acusação de corrupção. Costa foi presidente do partido em Minas, mas isso não é suficiente para fazer o deputado Sargento Rodrigues desistir da expulsão, e vem colecionando provas contra o colega de partido.


____________



Tudo concorrendo para que a questão do tráfico de drogas, principalmente a cocaína, volte a ser debatida entre presidentes dos países diretamente interessados, o que não exclui o Brasil, onde o consumo já é considerado uma epidemia. Dilma vai ter de conversar com seus colegas boliviano e colombiano, porque é dos países deles que procedem toneladas desse material que vem destruindo a juventude.
Mas também é possível que os vizinhos recomendem mais rigor no consumo interno, porque se não houver consumo não haverá importação. A propósito, é conhecido o diálogo em que o presidente George Bush pediu ao colega mexicano que impedisse o tráfico de cocaína para os Estados Unidos. Ao que Felipe Calderón recomendou logo:
Então peça ao seu povo para cheirar menos.


(( publicado também na edição desta segunda-feira do TER NOTÍCIAS ))

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Governo pode intervir para conter a crise no PT

Quando se esperava que a saída de Carlos Lupi fosse abrir uma temporada de paz no governo, que teve todo o seu primeiro ano mergulhado em crises ministeriais, a presidente é surpreendida com uma nova ameaça, desta vez envolvendo Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento Industrial, com agravante de ser o favorito da presidente no primeiro escalão. Mais ainda: em todo o Ministério ele foi o único de escolha pessoal e direta de Dilma
Acusado de fazer tráfico de influência para beneficiar sua empresa de consultoria, Pimentel tem um detalhe que o difere dos casos anteriores: ainda que possam ser fundadas as suspeitas que lhe pesam, é quase certo que a armação da denúncia foi obra de uma facção do P T mineiro, empenhada no enfraquecimento do ministro, que, saindo desprestigiado do episódio, fica enfraquecida a campanha que ele lidera para levar o PT a não ter candidato próprio à prefeitura de Belo Horizonte, mas apoiar o prefeito Márcio Lacerda na sua reeleição. Graças a esse enfoque, o presidente do diretório municipal, Roberto Carvalho, que defende a “raia própria”, é apontado como o principal articulador da trama. Mas se as acusações prosperarem, e a presidente não reagir, ela terá de explicar o incômodo de um antecedente, porque pelo mesmo motivo caiu o ex-ministro Antônio Palocci.
Surge mais um complicador: a crise de Pimentel, ainda que ele consiga se safar das acusações, está levando o partido a um racha em Minas, que traz como consequência imediata o risco de derrotas nas eleições de 2012, comprometendo-se, em primeiro lugar, a hegemonia da aliança em torno de Lacerda, para depois criar alguma dificuldade em outro municípios onde o PSB e os petistas podem caminhar juntos, se não no primeiro turno, pelo menos no segundo. É o que faz prever a interferência imediata de Dilma para abafar a situação que acaba de ser criada. Um sinal evidente dessa intenção está o trabalho bem sucedido da bancada governista, que conseguiu impedir que Pimentel fosse chamado ao Congresso para se explicar.


Justiça na cola das
contas de candidatos


Com o apoio da internet e adotando dispositivos que permitam agilizar os procedimentos, a Justiça Eleitoral quer estar preparada para exercer controle rigoroso na prestação de contas dos partidos e dos candidatos que vão disputar em 2012, segundo dedução do professor Elmo Freitas Bioni, de São Paulo, que é consultor de empresa especializada em direito eleitoral. Uma outra novidade seria a redução dos prazos para os relatórios de despesas, ou, pelo menos, a indicação prévia das fontes de recursos que as empresas colocam à disposição da campanha.
A agilização, segundo Bioni, que recentemente veio a Juiz de Fora para falar no Instituto Histórico sobre curiosidades das eleições na República Velha, vai permitir que as contas da maioria dos candidatos suspeitos sejam julgadas antes da diplomação dos eleitos.


Definição do PPS
seria antecipada

O comando do PPS em Juiz de Fora tem planos de esperar os próximos seis meses para se definir quanto à sucessão do prefeito Custódio Mattos, mas pode se posicionar antes, para não deixar escapar a ocupação de bons espaços no processo eleitoral do próximo ano. É ponto de vista já externado por alguns membros do diretório, e poderá ser um dos temas da reunião que o partido terá amanhã sob a presidência do secretário estadual de Saúde, Antônio Jorge Marques.
A indicação de candidato próprio à prefeitura não figura no projeto do partido, mas ele poderá ter força para influir, com base em três detalhes: o prestígio estadual do secretário, que preside o diretório local, a tendência de acompanhar as preferências do esquema político do governador, e, no campo municipal, a expectativa de liderar aliança expressiva, da qual já tem participação definida o Partido Verde.


Novo Ministério
teria perfil técnico

Os partidos da base do governo chegam assustados ao fim de semana, diante da informação que passou a circular nos meios palacianos sobre a intenção da presidente Dilma de dar perfil mais técnico e menos político à nova formação do Ministério, o que ela pretende fazer em duas etapas: a primeira, antes do dia 15 de janeiro, e a segunda em março, na dependência dos auxiliares que poderão sair para disputar as eleições. Se os critérios partidários caírem para segundo plano os políticos certamente se sentirão postergados, e isso seria suficiente para atingir a bancada governista, que age de acordo com o prestígio e os benefícios que recebe.
A intenção de dar contorno técnico ao primeiro escalão não está sendo levada a sério por deputados veteranos, que considerem difícil a presidência praticar o desprestígio dos políticos exatamente no ano eleitoral.


Como se elege
um vereador
 
A Justiça Eleitoral segue um rito aritmético para a eleição dos vereadores à Câmara Municipal, que tem como base a tentativa de dar à representação a legitimidade proporcional.
Para que se entenda o critério, tome-se por base o número total de votos válidos. Por exemplo, um município que terá 25.320 votos válidos, sendo 15 o número de vagas a se preencher na Câmara. Assim, teremos o seguinte cálculo:
 
25.320 / 15 = 1.688 - Quociente eleitoral (QE) = 1.688

Uma vez obtido o QE, passa-se à distribuição das vagas a serem preenchidas. Na primeira fase, a distribuição das vagas é feita através do quociente partidário (QP), que é a divisão do número de votos válidos de um partido pelo quociente eleitoral. Supondo que 3 partidos (PX, PY e PW) tenham alcançado o quociente eleitoral, com a seguinte votação:
PX 10.200 votos
PY 6.300 votos
PW 5.250 votos
Teremos então a seguinte distribuição de vagas:
PX 10.200 / 1.688 = 6
PY 6.300 / 1.688 = 3
PW 5.250 / 1.688 = 3
 
Assim, 12 vagas foram distribuídas através do QP.
 
Pelo sistema de médias, serão distribuídas as vagas restantes (não preenchidas pelo QP), dividindo-se o total de votos válidos de cada partido pelo número de vagas já preenchidas mais 1. O partido que obtiver a maior média ficará com a vaga. O cálculo se repetirá para a distribuição de cada um dos lugares restantes.

Neste exemplo serão 3 rodadas de cálculos. Assim teremos:

A primeira vaga fica com o PY
PX 10.200 / (6+1) = 1.457
PY 6.300 / (3+1) = 1.575
PW 5.250 / (3+1) = 1.312
 A segunda vaga fica com o PX
PX 10.200 / (6+1) = 1.457
PY 6.300 / (4+1) = 1.260
PW 5.250 / (3+1) = 1.312
A terceira vaga fica com o PW
PX 10.200 / (7+1) = 1.275
PY 6.300 / (4+1) = 1.260
PW 5.250 / (3+1) = 1.312

O Tribunal Regional Eleitoral observa que o preenchimento das vagas com que cada partido ou coligação for contemplado obedecerá à ordem de votação recebida por seus candidatos.

(( publicado também na edição desta sexta-feira do TER NOTÍCIAS ))

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PPS avalia projeções para o ano eleitoral

Pela primeira vez já com o status de diretório, não mais comissão provisória municipal, o PPS vai se reunir no sábado, às 10h30m, no auditório do Centro Industrial, quando pretende avaliar seus planos para o ano eleitoral. O partido já definiu que terá chapa completa de candidatos a vereador, mas prevê que um posicionamento sobre a disputa pela prefeitura não estará definido antes de junho.
O secretário estadual de Saúde, Antônio Jorge Marques, presidirá a reunião, depois de participar de assinatura de convênios em Santos Dumont. Ele deve reafirmar a proposta básica do PPS para a campanha eleitoral, como disse ao ser eleito para a presidência da executiva: “novas ideias, para mostrar que Juiz de Fora tem jeito”.
O ex-vereador Marcos Pinto ocupa agora a primeira secretaria da executiva, que ficou vaga com a morte de Wagner Riani.



DEM quer ter candidato

Talvez a principal novidade da política para fechar o ano seja a anunciada disposição do DEM de lançar o senador Demóstenes Torres como seu pré-candidato à presidência da República em 2014. Além de ser o melhor nome do partido, e considerado uma das estrelas do Congresso, ele poderia pesar num segundo turno, certamente para se aliar ao PSDB.


Solidário com Custódio

Os tucanos não gostaram de nota publicada por um jornal de Belo Horizonte que falava de possível animosidade do partido com o prefeito Custódio Mattos, tomando por base números insatisfatórios de uma pesquisa do PMDB. O presidente da executiva em Minas, Marcus Pestana, informou que o prefeito tem o apoio incondicional do PSDB e conta a reeleição dele como uma de suas prioridades.
Segundo Pestana, há dois aspectos a serem considerados em relação ao prefeito: as condições precárias ao assumir a administração, e paga um preço alto por essa herança; e o que o deputado chama de “grandes planos de investimentos” em fase de implantação.



Rubens sepultado hoje

O jornalista Rubens Furtado, que foi sepultado ontem, ao meio-dia, em Tebas, tinha 80 anos, e deixou uma passagem expressiva pela imprensa de Juiz de Fora, muito antes de dirigir, durante 11 anos, a TV Bandeirantes, em S.Paulo. Mas na cidade sua projeção se deveu, principalmente, na década de 60, às crônicas matinais que lia na antiga Rádio Sociedade. Ele falava de política e administração pública. Dois prefeitos – Olavo Costa e Adhemar Andrade - desejaram tê-lo entre seus assessores.
Nessa mesma época, Rubens foi um dos fundadores da Associação dos Radialistas de Juiz de Fora, entidade que sobreviveu pouco tempo.
Nos últimos anos, resistindo a doenças e tragédia familiar, ele se recolheu a um sítio de sua propriedade, em Argerita.


Sempre Ruth

Em uma das entrevistas que marcam o lançamento de seu livor de memórias, o presidente Fernando Henrique, aos 80 anos, confirma que está de namorada nova, ”porque sou normal e tenho sentimentos”, disse ele, sem contudo esquecer Ruth, a esposa recentemente falecida. Chamando-se de “sobrevivente”, FHC afirma que sente necessidade de conviver com as pessoas.

Exoneração

Publicado no “Diário Oficial” da União o ato do ministro dos Esportes exonerando Wadson Nathaniel Ribeiro do cargo de secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social. Wadson, que teve 20 mil votos em Juiz de Fora para deputado federal, pelo PCdoB, foi acusado de beneficiar-se de verbas destinadas a ONGs suspeitas.

Saudade

Chamado a definir as figuras de maior expressão da política recente de Minas, o governador Antônio Anastasia disse que uma delas certamente é Itamar Franco, que “desperta muita saudade”.
Quanto a personalidades nacionais o governador afirma que Getúlio Vargas foi a maior de todas.


Endividado

Entendem os deputados, situacionistas ou não, que se Minas deve R$ 65 bi à União só poderá se livrar do peso dessa dívida com a reformulação da política do ICMS e o fim da guerra fiscal praticada pelos estados vizinhos, sobretudo o Rio. Fora disso, ela é impagável.



Ordem de cima

As evidências indicam que, em se tratando de eleição de prefeito, vai declinar o poder de decisão dos partidos nos grandes e médios municípios, porque as executivas nacionais é que querem determinar as regras do jogo. Belo Horizonte e um exemplo: o alto comando do PMDB quer a candidatura de Hélio Costa à prefeitura, enquanto no PT e no PSDB a ordem superior é aderir ao
PSB e ao prefeito Márcio Lacerda.
Em Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), Bruno Siqueira (PMDB) e Júlio Delgado (PSB) são nomes naturalmente lançados, pelo que representam no município, mas há o risco de decisões de comandos partidários, vindas de Brasília ou Belo Horizonte nas proximidades da Semana Santa mudarem o curso do processo.


Recesso para o Natal


No Congresso, nas Assembleias e câmaras municipais a segunda quinzena de dezembro já vai marcar o começo do recesso de fim de ano, com a impossibilidade de matérias importantes serem aprovadas; no máximo, algumas delas poderão ser discutidas. O senador Aloísio Nunes Ferreira, do PSDB de São Paulo, recebeu o recesso com um apelo ao Congresso para que seja reorganizado o sistema de tramitação das Medidas Provisórias. Em grande número nas duas Casas, as Mps continuam atravancando a pauta, porque gozam de prioridade. O Executivo não tem interesse em alterar o atual sistema, porque consegue ver aprovados seus projetos como se fossem decretos-leis.

(( publicado também na edição desta quinta-feira do TER NOTÍCIAS ))

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eleição federalizada: a quem interessa?

O primeiro turno de uma eleição como a que a cidade terá em 2012 poderá repetir o quadro dos anos anteriores: todos os partidos empenhados, cada qual procurando garantir espaço mínimo para se situar. Por isso, já houve quem definisse essa rodada como uma daquelas antigas colchas feitas com os mais diferentes retalhos, numa profusão de cores e tamanhos.
Quando chega o segundo turno, onde estão afunilados apenas os dois mais votados, a importância das pequenas legendas está reduzida, até porque não lhes restam alternativas. Para isso contribui também a tendência de tornar a eleição dos grandes centros uma disputa federalizada; a luta entre os que são contar ou a favor do governo, tanto do nacional como do estadual. Há quem considere, desde agora, que em Juiz de Fora pode se reeditar a medição forças entre o PSDB e o PT.
Em 2012, o PMDB e o PSB deverão ser os primeiros a trabalhar contra a polarização, para poderem se apresentar ao eleitorado como a terceira via, com proposta de renovação. O que significa tentar barrar o poder da máquina política dos tucanos, que pretende a recondução de Custódio, e a performance do PT, que nas três últimas votações viu sua candidata, Margarida Salomão, conquistar votações notáveis.


Candidatos tucanos passam por triagem

Na mesma medida em que os grandes partidos vão tenta federalizar a eleição dos prefeito, para tê-los como agentes políticos na sucessão de 2014, o governo do estado e o PSDB vão cuidar para que seus novos prefeitos tenham perfeito entrosamento com o projeto presidencial de Aécio Neves.
Nesse sentido, o senador e o governador Antônio Anastasia já vêm conversando, com base em nomes que poderão ser apresentados aos seus convencionais.
Nesse processo de escolha, um detalhe foi confirmado ontem em Belo Horizonte: embora sejam muitos os nomes cogitados em vários municípios, até agora a única definição do alto comando mineiro é a candidatura de Custódio Mattos em Juiz de Fora.
Mas as candidaturas preferenciais do governo do estado não podem considerar que estarão solitárias na disputa de simpatia do Palácio. No caso local, uma facção do PMDB quer que o governador veja o deputado Bruno Siqueira como candidatura “estepe”.




Modelo de Justiça

A Justiça Eleitoral, que em 2012 vai completar 80 anos (ela se fez como produto da Revolução de 30), tem avançado “quanto à judicialização da competição político-partidária, de que é exemplo a decisão sobre a fidelidade partidária envolvendo o parlamentar que migra, sem justa causa, para outra legenda partidária”, comenta o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Kildare Carvalho. E acrescenta: Não há boas eleições sem um sistema eleitoral adequado, voto, proporcionalidade que estabilizem e pacifiquem a disputa pelo poder político”.
O presidente Kildare destaca, sobretudo, a transparência:
A credibilidade dos resultados eleitorais nas democracias contemporâneas depende da transparência e de sua aceitação pelos competidores políticos.


PSD em campo

O PSD, partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab, de S.Paulo, vai procurar se viabilizar eleitoralmente em uma centena de municípios de Minas, embora figure em seus planos instalar diretórios ou comissões provisórias em cerca de 500. Mas esse trabalho só vai se tornar mais fácil se for ajudado pelos 11 deputados estaduais que se filiaram. E os deputados, por sua vez, devem esperar melhor definição do partido em relação à política estadual, principalmente a posição que vai assumir diante do projeto do senador Aécio Neves de disputar a presidência da República em 2014.
O partido fala em apresentar candidatos próprios nos principais municípios, começando por Poços Caldas, Ipatinga e Uberaba. Não há planos definidos para a região de Juiz de Fora.




Novas mudanças no mapa?
O País pode ganhar, proximamente, mais 619 municípios, sendo que o Rio Grande do Sul é o que aparece com maior número de processos (124), mas esse é um risco que Minas não corre mais, porque a Assembleia Legislativa nem está considerando novos pedidos de emancipação. O remapeamento ainda depende de o Congresso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 13, que devolve aos estados a competência para legislar sobre a criação de municípios.
Essas emancipações geralmente se processam ao sabor de interesses eleitorais, resultando em que muitos deles nem conseguem sobreviver. Minas é um bom exemplo: dos 853 municípios, 700 têm menos de 10 mil habitantes, e quase todos pobres ou muito pobres.
Em relação a Juiz de Fora, a última tentativa de emancipação veio 1963, quando moradores de Benfica tentaram se desligar. Mas, cinco anos depois, o governador Israel Pinheiro sancionava lei de iniciativa do deputado João Navarro que tirava Benfica da condição de distrito, devolvendo-o à sede do município, o que eliminou a campanha emancipacionista.


(( publicado também na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS ))

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Para Anastasia, eleitor tem visão pragmática na hora de votar

O governador Antônio Anastasia, que se considera desde já empenhado na campanha presidencial de Aécio Neves em 2014, admite que os partidos políticos têm de passar por uma reformulação de base, adaptando-se às exigências do tempo; e entende que, diante de tais limitações, o eleitor é levado a pautar o voto para uma visão menos programática e mais pragmática em relação à política. Como essa visão já se tornou uma característica, acha que nos próximos anos essa situação não será alterada.
Ainda que pouco se possa prever sobre uma campanha eleitoral que só chegará dentro de dois anos, a proposta de Aécio como candidato, explica Anastasia, vai se inspirar em grande objetividade, onde uma nova ideia do federalismo será lançada, como forma de o Brasil superar a situação presente “em que os estados se sentem apequenados”. É preciso que o poder central divida um pouco de suas forças com as unidades federativas.
Para o governador, essa e outras iniciativas renovadoras vão confirmar que “2014 será a vez de Aécio”. Seria, igualmente, uma oportunidade para que Minas volte ao centro das decisões políticas, o que não ocorre desde Juscelino, mais de meio século atrás, “salvo
o interregno de alguns meses de Itamar”.


Enfrentando a impunidade

O número é assustador: na década que vai de 2001 a 2011 nada menos de 42 mil mulheres brasileiras morreram vitimas de violência. Não há dados comparativos, mas parece que apenas em algumas sociedades tribais da África é possível algo semelhante, respeitadas as proporções. No Brasil há um detalhe a mais e significativo: o País está entre os que registram melhores índices de presença feminina nas atividades econômicas e intelectuais. Ainda assim, é aqui que elas mais sofrem.
Hoje, em Brasília, vai ser aberta a campanha Compromisso e Atitude no Enfrentamento à Impunidade e a Violência contra a Mulher. Com a participação do Conselho Nacional de Justiça, o que mais se pretende nessa campanha é o fim da impunidade com que são contemplados os maridos que batem, matam e continuam livres.
Os processos que tratam de mulheres assassinadas vão ter prioridade na Justiça.


Tiro pela internet

Já com a previsão pessimista de que a Justiça não terá forças e instrumentos para impedir em 2012 a candidatura de políticos acusados de crimes diversos, começa a circular na internet a relação dos suspeitos, com apelo para que não lhes sejam dados os votos.
De Minas, a lista contempla: Ademir Prates, falsidade ideológica; Aelton Freitas, estelionato; Cabo Júlio, Isaías Silvestre, Reinaldo Moreira, José Militão, Ismânio Pereira, envolvidos no escândalo das ambulâncias; Eduardo Azeredo, improbidade administrativa; Jaime Martins, crime eleitoral; João Magno, lavagem de dinheiro; Romeu Queiroz, corrupção passiva, e Roberto Brant, mensalão.




Candidaturas e renovação

A bancada mineira na Câmara e as bancadas na Assembleia estão caminhando para sofrer renovação forçada, pelo menos temporária, porque nada menos de 20 deputados têm manifestado disposição de disputar a prefeitura nos municípios onde têm seus principais redutos eleitorais. Eles não perdem o mandato parlamentar, mas estarão afastados cerca de seis meses para a campanha, não sendo eleitos.
Dos 20 indicados como possíveis candidatos dois disputariam em Juiz de Fora: Bruno Siqueira e Júlio Delgado.


Vida de pedestre

Os problemas de saúde decorrentes de acidentes no trânsito precisam ser considerados com mais atenção, segundo o secretário Antônio Jorge Marques, que toma por base as estatísticas realizadas nos grandes centros. “Temos grandes desafios na agenda da saúde, e um deles é enfrentar os agravos decorrentes do trânsito”, disse ele ao chamar a atenção para o que chega a definir como epidemia, com mortes e sequelas, que envolvem motoristas e motociclistas, mas “ principalmente os pedestres que são frequentemente as vítimas dos excessos”.


Imperador é lembrado

Na sexta-feira, quando se assinalou o 186º ano de nascimento de Dom Pedro II, o prefeito de Pequeri, Raul Salles, rendeu homenagem, durante reunião de seu secretariado, à memória do monarca, que foi considerado, juntamente com a rainha Vitória, um dos maiores monarcas do seu tempo e de toda a história do Brasil. Durante a mesma reunião, o prefeito lamentou o despreparo da classe política brasileira, se comparados os tempos atuais com o Segundo Império.

Tempo de pesquisas

Contam-se, neste último mês do ano, sete pesquisas encomendadas por partidos interessados na sucessão municipal, que servem para mostrar como se afiguram, neste momento, as expectativas em torno de possíveis candidatos. Podem aferir, igualmente, a aceitação de novos nomes.
Para que não se espere das pesquisa mais do que elas podem dar, muito menos que indiquem desde já vitorioso e derrotados, seria suficiente lembrar que na eleição de 2008 a candidata Margarida Salomão liderou todas as pesquisas do semestre, menos a última, que foi a decisiva.


Os lobos e os cordeiros de sempre

O ex-ministro Carlos Lupi, que não cumpriu a palavra de só deixar o cargo debaixo de bala, e acabou saindo derrotado, como saíram os seus colegas, reeditou, na hora da despedida melancólica, a velha queixa contra a imprensa, que para ele foi a culpada de seu calvário. Inocentes foram os acordos malandros com as ONGs, o salário do funcionário fantasma que ele foi durante anos. Os jornalistas são os culpados, não os esquemas de liberação de verbas privilegiadas.
Pois o doutor Lupi (plural de muitos lobos) em nada inovou nas investidas contra os jornalistas, porque já Idade Média alguns monarcas mandavam matar os mensageiros das más notícias.

(( publicado também na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))

domingo, 4 de dezembro de 2011

Os chineses invadem Minas

É provável que o governo de Minas não incluísse entre suas preocupações imediatas medir forças com a China e sua incrível capacidade de derrubar os padrões do comércio internacional; essa mesma capacidade de colocar guarda-chuvas na Rua Halfeld a R$ 5.00. É uma luta vigorosa, e provavelmente para entrar nela o governador Anastasia terá de contar com apoio político, não apenas dos seus partidos aliados, mas também dos oposicionistas. Na Assembleia Legislativa os deputados vão ter de descruzar os braços, enquanto é tempo.
Fato é que a cada dia que passa Minas vai se sentindo mais invadida pelos chineses, que rapidamente afetam, numa concorrência feroz, os setores produtivos mais importantes. Rudá Ricci chama a atenção para um fato importante: “a entrada dos produtos chineses azeda o comércio mineiro. A importação de brinquedos e calçados deve aumentar em 40% até a passagem do ano. O Sindicato da Indústria de Calçado de Nova Serrana (polo do setor em MG) afirma que além da concorrência no mercado interno, a China bloqueia expansão de vendas no exterior (3% da produção de Nova Serrana é exportada). O calçado chinês é vendido, hoje, pela metade do preço do calçado fabricado em Minas Gerais”. Como pode?




Os 120 anos
de Pedro II

Os monarquistas, ao que parece, preferiram deixar esta segunda-feira passar em branco. Uma data triste, que assinala os 120 anos da morte de D. Pedro II, último imperador do Brasil, que muitos republicanos também admitem ter sido o nosso mais importante estadista, na concepção correta do termo.



Novo polo
aeronáutico

Estão nos últimos detalhes os acertos do governo do estado com o prefeito Custódio Mattos para a instalação em Juiz de Fora de um Polo Aeronáutico, com o objetivo de estudar planos e ações, considerando-se a projeção que a região ganhou com a inauguração do novo aeroporto em Goianá. É o terceiro polo a ser criado em Minas.
Tudo está encaminhado para que o anúncio oficial seja feito no dia 12.


Chega o Dia
D de Lupi

Consta, em Brasília, que esta segunda-feira deve escrever o capítulo final da crise e dos desencontros que envolvem o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A presidente não tem mais como suportar o impasse: ou afasta o ministro ou demite os conselheiro de Ética da Presidência da República, que recomendaram a demissão. E o partido dele, PDT, já informou a Dilma que tem disposição de reconsiderar sua insistência em defendê-lo.


JF entre as dez prosas da
Jornada Guimarães Rosa


O acadêmico Dilermando Rocha foi o autor de “Fulanos, Sicranos, Beltranos e Ciganos”, um dos dez trabalhos premiados na categoria Prosas da IV Jornada Guimarães Rosa, promovida pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. É uma história de ciganos cortando as estradas mineiras de Minas, suas peripécias e os temores sobre eles alimentados por uma criança. Se em todo o texto há alguma coisa para se lembrar do grande escritor de Cordisburgo, é também uma de suas famosas frases que fecha a prosa: viver é muito perigoso...


Crimes correlatos: tema
para Audiência Pública


Se faltar assunto para os vereadores tratarem em Audiência Pública fica uma sugestão: A insuficiente estatística que elege Juiz de Fora entre as cidades que estão em níveis toleráveis de violência tem sido contestada pelos fatos. Já não se fala da audácia dos jovens bandidos da Zona Norte, que mandam dizer à polícia que vão continuar assaltando caminhões que fazem entrega de bebidas em Santa Cruz; não se trata dos assaltos que são praticados todos os dias, com hora marcada, nas imediações do Hospital Escola.
O que tem preocupados mais são as eliminações sumárias praticadas à luz do dia, com os assassinos muita vezes pilotando motos, o que facilita a fuga, tudo no jeito do crime organizado. Quando são apurados, os homicídios revelam ligação íntima e direta com o tráfico de drogas. Acontece que a cidade já foi apontada como uma espécie de entreposto capaz de cumprir a triste tarefa de abastecer os dependentes mineiros. Demais, se somos entreposto, pior, porque Minas acaba de ser guindada a segundo lugar, apenas superada por Rondônia. Uma coisa puxa a outra. Pior para nós.


Rigor no Português

É velha conhecida dos brasileiros da neura do deputado Aldo Rebelo, hoje ministro dos Esportes, em defender, a qualquer custo, do idioma nacional. Mas, por mais elogiável que seja essa preocupação, pode incorrer em exageros, como, ainda agora, ao proibir que seus assessores empreguem estrangeirismos, como as palavras internet, site e release, que o resto do mundo já consagrou.
O escritor Eduardo Almeida Reis, ironizando, diz que ele só atingirá a perfeição no dia em que substituir abajur por lucivelo ou pantalha, e futebol por balípodo.

(( publicado também na edição desta segunda-feira do TER NOTÍCIAS )

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tucanos formulam modelo para o distrital

O PSDB volta à carga com o projeto do voto distrital, discutido há duas décadas, sem que as lideranças revelem coragem para implantá-lo, mesmo com o recurso do distrital misto, que não incorpora suas virtudes, mas adquire os erros. A nova proposta, sem abrir mão da intenção de ter os deputados eleitos mais identificados com suas bases, recomenda que a eleição no novo sistema continue sendo proporcional. O estado teria um número de distritos eleitorais correspondente ao número de vagas na Câmara. São Paulo tem 70 cadeiras, contaria com 70 distritos. As cadeiras de Minas são 53; portanto, seus eleitores estariam igualmente divididos em 53 distritos.
O presidente do partido, Marcus Pestana, anima-se. Tem argumentos vários, como a redução do custo financeiro da campanha. Mais importante ainda: o deputado terá como se identificar melhor com suas bases.


PT tem critérios para alianças

Mesmo que as alianças para a eleição dos prefeitos obedeçam a peculiaridades locais, que comportam muitas variáveis, o Partido dos Trabalhadores decidiu estabelecer critérios próprios, que terão de ser obedecidos no interior, quando o município tiver mais de 150 mil eleitores, como ocorre em Juiz de Fora. Na base desses critérios, vedam-se alianças com o PSDB, PPS e DEM, o que no caso local já seria naturalmente impossível. Para os petistas, um projeto aliancista seria bem-vindo com o PSB, o que vai tomando forma em Belo Horizonte, tendo como objetivo imediato a reeleição do prefeito Márcio Lacerda.
Na capital e em Juiz de Fora, outro aliado de expressão para o PT seria o PMDB, mas essa possibilidade ficou afastada, quase impossível, pelo menos no primeiro turno, depois que a direção nacional peemedebista impôs a candidatura própria nos grandes centros; proposta que não se submeteu a prévia consulta à sua base municipal.
Duas decisões - o divisor dos 150 mil eleitores e as limitações para acertos com outros partidos – confirmam a intenção do PT de transformar a eleição dos novos prefeitos em primeiro degrau para cuidar da sucessão presidencial. Mas, como é idêntico o propósito do PSDB, prevê-se que a próxima disputa em cidades como Juiz de Fora vai se tornar cenário de um jogo pesado de recursos e prestígio político entre os governos estadual e federal.


Lei para o silêncio

Elogiável a iniciativa do vereador Figueirôa de propor uma lei que acabe com o irritante exibicionismo de alguns motoristas, que, altas horas da noite e da madrugada, gostam de perturbar o sossego público com o som de seus carros a todo volume. A intenção é preservar o silêncio possível, principalmente depois de 22h. Excelente a ideia, mas fica a pergunta: quem vai fiscalizar os infratores? Em 1970 ou 71 o vereador Raymundo Hargreaves fez aprovar lei de sua autoria proibindo alto-falantes para propaganda comercial. Ela nunca foi fiscalizada, muito menos cumprida.
A lei de Figueirôa presta outro serviço, porque quase invariavelmente o som excessivo vem de músicas horríveis e carros muito velhos...



Lupi na hora da degola

Foi dado à presidente Dilma o facão de que precisava para acabar com o ministro Carlos Lupi e
com os incômodos que sua permanência vem causando ao governo. A Comissão de Ética da Presidência da República foi lhe dizer que não dá mais para tolerar tal presença, e ele dele ser tirado logo, independentemente dos humores de seu patrono, o ex-presidente Lula. Depois disso, passou inconcebível a tolerância do Palácio do Planalto.


Pouca chance para o vice

Estava nos planos do PCdoB conquistar posição de destaque nas articulações da esquerda para a disputa da prefeitura em 2012. Wadson Ribeiro já havia se manifestado a esse respeito. Mas vieram os escândalos envolvendo o partido, e seu balão nem chegou a ser inflado.
O que objetivamente se pretendia era a indicação do vice na chapa de prefeito do PT, mas a crise inviabilizou a proposta, que agora deve ficar limitada ao esforço de eleição de um vereador. Com reduzidas possibilidades de contar com um partido forte para dar o vice, os petistas podem estar a caminho de uma solução doméstica, tal como ocorreu em 2008.




O desejo de voltar

Todos os dezenove vereadores, independentemente de eventuais alianças de seus partidos, vão disputar a reeleição, e quase todos já vêm trabalhando para isso, como revelou o resultado de um levantamento realizado junto aos partidos. Essa disposição só seria alterada se eventualmente algum deles se lançasse candidato a prefeito ou a vice.



(( publicado também na edição desta sexta-feira do TER NOTÍCIAS ))