1 - Estão de volta às ruas as manifestações que exigem punição para policiais e militares que praticaram tortura contra presos políticos logo após o golpe de 64, quando foi derrubado o governo João Goulart. Melhor dizendo, a partir de 68, quando os anos de chumbo chegaram pra valer. Punir não é empresa das mais fáceis, quando o golpe já caminha para comemorar seu cinquentenário. Mais ainda, quando se sabe que ilustres vítimas, como a presidente Dilma, acham nada conveniente remexer no assunto.
2 - Nos casos que podiam ser apurados em Juiz de Fora, a impossibilidade é quase total, porque já não se encontram mais aqui os processos dos oito anos de funcionamento da Auditoria de Guerra. Pelo menos em uma terça parte deles faziam-se alusões a agressões físicas e pressão psicológica, muito mais na fase dos interrogatórios do que na ala dos políticos da Penitenciária de Linhares.
3 - O sindicalista Riani, 90 anos, a quem os militares mais procuravam naqueles idos, gravando recentemente para “Diálogos Abertos”, da Pró-Reitoria da UFJF, confirmou ter sofrido agressões físicas, por se recusar a confessar o que não era: comunista. Mas aqui nenhum caso foi mais dramático quando se deu a prisão de chineses que se apresentaram como comerciantes, acusados de prestar ajuda a grupos de resistência. Sofreram a maior humilhação que pode sofrer um homem: foram empalados.
4 - Em novembro de 84, o sargento Alceu Scritori foi preso em Juiz de Fora, depois de falar à revista Veja sobre seu livro “Vamos ver a chuva”, onde denunciou organizações militares por prática de tortura e assassinato de presos, o que, segundo sua mulher, ele também teria sofrido, quando esteve preso.
5 – As coisas teriam sido mais sombrias se a imprensa e os órgãos de defesa da cidadania não reagissem, segundo Nélson Chaves dos Santos, que chegou clandestinamente a Juiz de Fora, em agosto de 79 e foi logo preso. Menos sombrias, mas, cinco meses antes, José Francisco, secretário do Sindicato dos Tecelões, último preso político de Minas a ser colocado em liberdade, deixou a Ala C da Penitenciária de Linhares, afirmando que finalmente ia dormir, “depois dos choques e espancamentos que levei”, de tal forma que se recusava a tomar remédios, “porque naquele ambiente o que eu queria mesmo era morrer.”
Nonagenário
São poucos os documentos históricos do Partido Comunista que fazem referência à participação dos mineiros nos seus primeiros tempos. Mais raras ainda são as referências à presença de Juiz de Fora, que foi expressiva, como lembrou, recentemente, Juarez Amorim, que pertenceu ao partido, mas agora é membro do alto comando do PPS.
Em 1922, portanto há 90 anos, as primeiras células comunistas a serem organizadas estavam em Niterói e Juiz de Fora. Aqui, os pioneiros eram particularmente ativos no Bairro São Mateus, onde ocorreram enfrentamentos com a polícia. Pode ser que os comunistas remanescentes não vejam motivos para comemoração, mas a presença do velho partido na história política da cidade é suficiente para uma discussão.
Ao acordo
Há exato um ano, o PMDB fazia a primeira avaliação da composição do diretório municipal frente às eleições de 2012. Segundo seus próprios integrantes, as duas correntes que o compõem – uma liderada pelo ex-prefeito Tarcísio Delgado, a outra simpática ao deputado Bruno Siqueira – quase se equiparavam, quando observadas aritmeticamente. É o que permitia admitir que, mantendo-se tal situação, as duas se veriam animadas a promover o acordo, quando chegasse o momento de compor as candidaturas.
Mas os correligionários do deputado garantem que nesses doze meses o deputado impôs alguma vantagem.
Modelo
Vereadores já haviam pedido ao então secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada, e vão insistir agora na criação de uma delegacia especializada na defesa dos idosos, vítimas crescentes de violência em casa e nas ruas. A possibilidade de a sugestão ser atendida ficou na dependência de alguns detalhes, como a comparação dos resultados obtidos por delegacias especializadas. Por exemplo: valeu a pena a criação de uma delegacia só para cuidar da violência contra as mulheres?
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De memória
Frederico Ozanam
Poucos sabiam que em 1997 Minas Gerais reunia o maior contingente de vicentinos do mundo. Foi o que estimulou, em agosto daquele ano, a ida de uma delegação de Juiz de Fora a Paris para assistir à solenidade de beatificação de Frederico Ozanam, fundador e patrono da Sociedade São Vicente de Paulo. A cidade tinha no empresário Jarbas de Souza um representante no conselho nacional de veteranos, e ele também estava em Paris. As conferências pioneiras em Minas foram as de São João Del-Rey e Juiz de Fora, ambas com mais de 110 anos. Ozanam, que falava sete idiomas, dedicou a vida a socorrer os pobres. Naquela solene beatificação João Paulo II faria uma advertência ao mundo:
Nenhuma sociedade pode aceitar a miséria como fatalidade, sem que sua dignidade seja atingida.
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(( publicado na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS ))
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Contra a parede
O governador Antônio Anastasia começou a semana desafiado pela bancada da oposição, que reage ao pedido de autorização para que o estado contraia empréstimo de R$ 600 milhões, destinado
a custeios diversos; e ele precisa muito disso. O que os contrários alegam é que esse novo compromisso agravaria a dívida mineira, que já anda pela casa dos R$ 60 bilhões. Na contrariedade dos argumentos, o governador se sente sitiado.
Desde ontem, o trabalho dos deputados governistas é tentar convencer a oposição sobre a importância operacional do empréstimo.
Nada feito
O governo federal ainda não disse quais são seus planos para conter as importações predatórias. Queixam-se vários estados. Há seis meses o governador Antônio Anastasia denunciou que estamos importando 3 milhões de litros/dia de leite do Uruguai e da Argentina, exatamente dois países que não têm feito concessões aos produtos brasileiros. No caso do leite, fez-se um apelo à Câmara dos Deputados para que legisle limites na importação do produto, pois essa compra predatória não encontra justificativa, nem mesmo sob pretexto de regular o mercado interno.
JF no debate
Começa amanhã, em Governador Valadares, a jornada da debates promovidos pela Assembleia Legislativa sobre o problema da dívida do estado com a União, e tentar saber o que os mineiros sugerem como solução para esse impasse. Depois, em datas ainda não marcadas, os deputados, com o apoio da Associação dos Municípios Mineiros, vão estender os debates a outros municípios que são referência regional. Em maio será a vez de a jornada chegar a Juiz de Fora.
Ideal é que essa iniciativa não se torne um acontecimento meramente político, mas que sejam apresentadas propostas e ideias sobre os caminhos para quem quer escapar de uma dívida de R$ 60 bilhões. Para tanto, as entidades deviam promover reuniões preliminares, preparando sua participação.
Risco de morte
O DEM pode ser um partido em vias de extinção. Teve sua origem na antiga Arena, partido do governo durante a ditadura militar; depois, graças a cisões ou adaptação à realidade, recebeu as denominações PDS e PFL. Para se livrar da imagem política ruim, após oito anos de FHC, e algumas situações de desgastes políticos devido a escândalos de alguns membros preeminentes, virou DEM (Partido dos Democratas). Desde o início a sigla foi alvo de críticas do PT, sendo que Lula os denominou de 'demo', demonizando a legenda. Com isto, a revelação do episódio envolvendo ex-governador do DF, Arruda, e agora o episódio do senador Demóstenes, que decepcionou até a crônica política, fazem imaginar que o fim da sigla pode estar mais próxima do que nunca.
A possibilidade de incorporação ao PSDB é uma tendência. Mas o senador Aécio Neves, pré-candidato à presidência, quereria tais companheiros em momento de desgraça política?
Fé na campanha
A Arquidiocese de S.Paulo dá o passo inicial, mas em breve, por sugestão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o clero de todo o País deverá receber recomendação para que evite ter participação direta na campanha eleitoral. Essa orientação já existia nas eleições de 2008, mas desrespeitada em algumas igrejas da arquidiocese. Houve casos em que os padres apenas recomendavam que os fiéis se dirigissem às sacristias para conhecer a lista dos candidatos católicos. Em outras, trabalhou-se abertamente para os preferenciais.
Uma sugestão do arcebispo dom Odílio Scherer, que também não seria novidade em Juiz de Fora, é a promoção de debates públicos entre os candidatos, mas sem discriminações.
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Tal qual o pior defeito do presidencialismo, tais quais as práticas que vêm da República Velha, muitas candidaturas a prefeito estão sendo construídas em gabinetes, inspiradas em tramas ou conveniências. Vão chegar ao eleitor como produto pronto e acabado.
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De Memória
Os médicos
Fala-se muito do poder das profissões, sobretudo as liberais, em se fazerem representar no poder Legislativo. Pela própria natureza do trabalho parlamentar, houve época em que os advogados constituíam maioria em qualquer Câmara, como também em Juiz de Fora. Ocorre que aqui o recorde histórico de presença profissional escapou dos bacharéis, pois ficou com os médicos. Em outubro de 1997, entre 21 vereadores, seis eram médicos: Antônio Zaidan, Sebastião Ferreira da Silva, João Carlos Arantes, Eduardo Freitas, Antônio Almas e Laurindo Neto. Quase todos atribuíam o fenômeno ao interesse da população pelas questões da saúde.
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((publicado na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))
a custeios diversos; e ele precisa muito disso. O que os contrários alegam é que esse novo compromisso agravaria a dívida mineira, que já anda pela casa dos R$ 60 bilhões. Na contrariedade dos argumentos, o governador se sente sitiado.
Desde ontem, o trabalho dos deputados governistas é tentar convencer a oposição sobre a importância operacional do empréstimo.
Nada feito
O governo federal ainda não disse quais são seus planos para conter as importações predatórias. Queixam-se vários estados. Há seis meses o governador Antônio Anastasia denunciou que estamos importando 3 milhões de litros/dia de leite do Uruguai e da Argentina, exatamente dois países que não têm feito concessões aos produtos brasileiros. No caso do leite, fez-se um apelo à Câmara dos Deputados para que legisle limites na importação do produto, pois essa compra predatória não encontra justificativa, nem mesmo sob pretexto de regular o mercado interno.
JF no debate
Começa amanhã, em Governador Valadares, a jornada da debates promovidos pela Assembleia Legislativa sobre o problema da dívida do estado com a União, e tentar saber o que os mineiros sugerem como solução para esse impasse. Depois, em datas ainda não marcadas, os deputados, com o apoio da Associação dos Municípios Mineiros, vão estender os debates a outros municípios que são referência regional. Em maio será a vez de a jornada chegar a Juiz de Fora.
Ideal é que essa iniciativa não se torne um acontecimento meramente político, mas que sejam apresentadas propostas e ideias sobre os caminhos para quem quer escapar de uma dívida de R$ 60 bilhões. Para tanto, as entidades deviam promover reuniões preliminares, preparando sua participação.
Risco de morte
O DEM pode ser um partido em vias de extinção. Teve sua origem na antiga Arena, partido do governo durante a ditadura militar; depois, graças a cisões ou adaptação à realidade, recebeu as denominações PDS e PFL. Para se livrar da imagem política ruim, após oito anos de FHC, e algumas situações de desgastes políticos devido a escândalos de alguns membros preeminentes, virou DEM (Partido dos Democratas). Desde o início a sigla foi alvo de críticas do PT, sendo que Lula os denominou de 'demo', demonizando a legenda. Com isto, a revelação do episódio envolvendo ex-governador do DF, Arruda, e agora o episódio do senador Demóstenes, que decepcionou até a crônica política, fazem imaginar que o fim da sigla pode estar mais próxima do que nunca.
A possibilidade de incorporação ao PSDB é uma tendência. Mas o senador Aécio Neves, pré-candidato à presidência, quereria tais companheiros em momento de desgraça política?
Fé na campanha
A Arquidiocese de S.Paulo dá o passo inicial, mas em breve, por sugestão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o clero de todo o País deverá receber recomendação para que evite ter participação direta na campanha eleitoral. Essa orientação já existia nas eleições de 2008, mas desrespeitada em algumas igrejas da arquidiocese. Houve casos em que os padres apenas recomendavam que os fiéis se dirigissem às sacristias para conhecer a lista dos candidatos católicos. Em outras, trabalhou-se abertamente para os preferenciais.
Uma sugestão do arcebispo dom Odílio Scherer, que também não seria novidade em Juiz de Fora, é a promoção de debates públicos entre os candidatos, mas sem discriminações.
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Tal qual o pior defeito do presidencialismo, tais quais as práticas que vêm da República Velha, muitas candidaturas a prefeito estão sendo construídas em gabinetes, inspiradas em tramas ou conveniências. Vão chegar ao eleitor como produto pronto e acabado.
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De Memória
Os médicos
Fala-se muito do poder das profissões, sobretudo as liberais, em se fazerem representar no poder Legislativo. Pela própria natureza do trabalho parlamentar, houve época em que os advogados constituíam maioria em qualquer Câmara, como também em Juiz de Fora. Ocorre que aqui o recorde histórico de presença profissional escapou dos bacharéis, pois ficou com os médicos. Em outubro de 1997, entre 21 vereadores, seis eram médicos: Antônio Zaidan, Sebastião Ferreira da Silva, João Carlos Arantes, Eduardo Freitas, Antônio Almas e Laurindo Neto. Quase todos atribuíam o fenômeno ao interesse da população pelas questões da saúde.
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((publicado na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))
domingo, 8 de abril de 2012
Mensalão não escapa de maio
Os políticos envolvidos no volumoso processo do mensalão têm bons motivos para estarem preocupados. Dois deles: de várias capitais, principalmente do Rio de Janeiro, partem campanhas destinadas a pressionar o Supremo Tribunal Federal a não permitir que o julgamento sofra novos adiamentos; e também para preocupar, o fato de que a presidência da corte estará com o ministro Ayres Brito, que pretende colocar o processo em pauta o quanto antes. O ministro Ricardo Lewandowski conclui seu voto nos próximos dias, o que pode garantir o julgamento em maio.
O trabalho dos envolvidos, e entre eles principalmente o ex-ministro José Dirceu, é provocar adiamentos, até que se obtenha a prescrição próxima, pois os crimes foram cometidos em 2005. A Dirceu cabe outra preocupação, pouco lisonjeira para os membros do STF: ele acha que pode ser condenado, não pelos crimes que cometeu, mas para a Justiça dar uma satisfação às sociedade.
Na rotina
Não ocorrerão mudanças essenciais nos setores da administração municipal onde os titulares deixaram a chefia para, cumprindo a legislação eleitoral, poderem concorrer à vereança. Os substitutos, com pouco mais de cinco meses no cargo, não terão tempo suficiente para inovar, até porque, eleitos ou não, os recém-desincompatibilizados poderão voltar no dia seguinte à eleição.
Comunistas
Em fevereiro, quando se reuniu para traçar suas linhas no ano eleitoral de Juiz de Fora, o PCdoB decidiu que teria candidato a prefeito, o suplente de deputado Wadson Ribeiro, e chapa completa de candidatos a vereador, respeitada a cota feminina. Até o final deste mês o partido vai se reunir para decidir se as candidaturas estão confirmadas ou se surgiu uma tendência para as composições.
Um reforço
Não se sabe qual o conceito que, ao longo de três anos, o prefeito Custódio Mattos pôde formular sobre a bancada de vereadores que apoia sua administração, embora quase sempre tenha dado votos necessários para a aprovação de matérias importantes. Ainda assim, considerando-se o ano eleitoral e que o prefeito se lança num projeto de reeleição, os vereadores deviam se mostrar mais animados na defesa do prefeito.
Sem delongas
Partidos e candidatos não têm mais pretexto no calendário para adiar definições. Passaram as comemorações do Ano Novo, as festas do Carnaval e as celebrações da Semana Santa. Poderiam prometer tudo só para depois do aniversário da cidade, em 31 de maio?
Hora certa
O senador Aécio Neves começa sua campanha à presidência da República com, pelo menos, quatro anos de atraso. Quando ele se reelegeu governador de Minas, com Anastasia de vice, era para ter iniciado a caminhada pelo País, pregando seu ideário de pré-candidato à presidência. Estava garantido o comando em Minas com o vice Anastasia, que seria o chefe do Executivo de fato. Mas, por falta de convicção de que o momento seria aquele, e sim mais adiante, fez com que só agora assumisse seu projeto nacional. O político Aécio Neves, conforme conta a crônica política de BH, não gosta de entrar no jogo 'em bola dividida'. Gosta da certeza de vitória, caso contrário não entra em campo. Com isso, pode-se prever que o senador considera-se agora predestinado a ocupar a presidência da República, no pós-Dilma. O falecido ex-presidente Itamar Franco, em diversas vezes, disse em seus últimos palanques eleitorais que Aécio estava predestinado a ser presidente.
___
De Memória
Machado e Belmiro
Estão entre as correspondências literárias menos conhecidas as cartas trocadas entre Machado de Assis e o nosso Belmiro Braga. Foram muitas. Algumas tratando das letras e escritores mineiros, mas particularmente sentimentais, como as de junho de 1906, quando Machado enviuvara: “Depois que perdi a minha boa companheira de trinta e cinco anos, a data de meu aniversário traz uma natural restrição”. E se queixava de ser ”um velho triste e desamparado, contando alguns poucos amigos, entre os quais figura o seu nome de moço de talento”.
Belmiro, escrevendo em 21 de junho, reconhecia que “os aniversários agora do meu grande amigo não podem ser tão felizes como aqueles passados juntos da companheira fiel – sinceramente chorada naquele soneto A Carolina, um dos melhores da língua portuguesa”.
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(( Publicado na edição desta segunda-feira do TER NOTÍCIAS ))
O trabalho dos envolvidos, e entre eles principalmente o ex-ministro José Dirceu, é provocar adiamentos, até que se obtenha a prescrição próxima, pois os crimes foram cometidos em 2005. A Dirceu cabe outra preocupação, pouco lisonjeira para os membros do STF: ele acha que pode ser condenado, não pelos crimes que cometeu, mas para a Justiça dar uma satisfação às sociedade.
Na rotina
Não ocorrerão mudanças essenciais nos setores da administração municipal onde os titulares deixaram a chefia para, cumprindo a legislação eleitoral, poderem concorrer à vereança. Os substitutos, com pouco mais de cinco meses no cargo, não terão tempo suficiente para inovar, até porque, eleitos ou não, os recém-desincompatibilizados poderão voltar no dia seguinte à eleição.
Comunistas
Em fevereiro, quando se reuniu para traçar suas linhas no ano eleitoral de Juiz de Fora, o PCdoB decidiu que teria candidato a prefeito, o suplente de deputado Wadson Ribeiro, e chapa completa de candidatos a vereador, respeitada a cota feminina. Até o final deste mês o partido vai se reunir para decidir se as candidaturas estão confirmadas ou se surgiu uma tendência para as composições.
Um reforço
Não se sabe qual o conceito que, ao longo de três anos, o prefeito Custódio Mattos pôde formular sobre a bancada de vereadores que apoia sua administração, embora quase sempre tenha dado votos necessários para a aprovação de matérias importantes. Ainda assim, considerando-se o ano eleitoral e que o prefeito se lança num projeto de reeleição, os vereadores deviam se mostrar mais animados na defesa do prefeito.
Sem delongas
Partidos e candidatos não têm mais pretexto no calendário para adiar definições. Passaram as comemorações do Ano Novo, as festas do Carnaval e as celebrações da Semana Santa. Poderiam prometer tudo só para depois do aniversário da cidade, em 31 de maio?
Hora certa
O senador Aécio Neves começa sua campanha à presidência da República com, pelo menos, quatro anos de atraso. Quando ele se reelegeu governador de Minas, com Anastasia de vice, era para ter iniciado a caminhada pelo País, pregando seu ideário de pré-candidato à presidência. Estava garantido o comando em Minas com o vice Anastasia, que seria o chefe do Executivo de fato. Mas, por falta de convicção de que o momento seria aquele, e sim mais adiante, fez com que só agora assumisse seu projeto nacional. O político Aécio Neves, conforme conta a crônica política de BH, não gosta de entrar no jogo 'em bola dividida'. Gosta da certeza de vitória, caso contrário não entra em campo. Com isso, pode-se prever que o senador considera-se agora predestinado a ocupar a presidência da República, no pós-Dilma. O falecido ex-presidente Itamar Franco, em diversas vezes, disse em seus últimos palanques eleitorais que Aécio estava predestinado a ser presidente.
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De Memória
Machado e Belmiro
Estão entre as correspondências literárias menos conhecidas as cartas trocadas entre Machado de Assis e o nosso Belmiro Braga. Foram muitas. Algumas tratando das letras e escritores mineiros, mas particularmente sentimentais, como as de junho de 1906, quando Machado enviuvara: “Depois que perdi a minha boa companheira de trinta e cinco anos, a data de meu aniversário traz uma natural restrição”. E se queixava de ser ”um velho triste e desamparado, contando alguns poucos amigos, entre os quais figura o seu nome de moço de talento”.
Belmiro, escrevendo em 21 de junho, reconhecia que “os aniversários agora do meu grande amigo não podem ser tão felizes como aqueles passados juntos da companheira fiel – sinceramente chorada naquele soneto A Carolina, um dos melhores da língua portuguesa”.
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(( Publicado na edição desta segunda-feira do TER NOTÍCIAS ))
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Terceira via
Por mais salutar e estrategicamente inteligente que seja a sugestão aos deputados Bruno Siqueira e Júlio Delgado para que se sentem à mesa e se acertem na disputa da prefeitura, a possibilidade de um desistir em favor do outro só ocorreria com a interferência direta do alto comando dos partidos a que estão filiados: PMDB e PSB.
Nesse caso, o caminho mais fácil para os articuladores talvez fosse uma terceira via, alguém que, pelo menos ocasionalmente, possa representar o consenso.
Indisposição
Uma conversa com deputados mais influentes das bancadas pesadas revela que, ao contrário do que tem sido anunciado, não há disposição de se abrir discussão objetiva sobre a reforma política logo após as eleições de outubro. E, se for possível, só se tal disposição vier no primeiro semestre de 2013, porque logo depois a classe política já estará cuidando da sucessão presidencial.
Observe-se que uma eleição é sempre pretexto para se engavetar a reforma política, o que não deixa de ser irônico.
Máquina enxuta
Há meses, o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, recomendou que os ministérios fossem reduzidos de 38 para 28, o que a presidente Dilma poderia fazer, tecnicamente, sem maiores dificuldades, a não ser enfrentar o azedume dos partidos da base que são contemplados no primeiro escalão. Raupp deve ter sido contrariado nessa declaração, até mesmo em seu PMDB, que é cliente privilegiado na distribuição de cargos.
Mais importante que reduzir as despesas com os excessos ministeriais, é a própria funcionalidade da máquina do governo: os ministros são muitos, vivem atropelando deveres e atribuições, causando prejuízo geral.
Os dependentes
Há um componente na análise dos paulistas sobre o momento político que não pode ser desconsiderado. Na verdade, boa parte do que vai acontecer em 2014 fica na dependência do quadro que será traçado pela eleição dos prefeitos das grandes cidades em outubro próximo. Os tucanos de Minas não relegam esse detalhe, mas não o veem capaz de comprometer uma pré-candidatura presidencial, pois consideram que em 2014 vai predominar a tendência pela renovação, isto é, nem Dilma nem Lula. Talvez nem São Paulo, que já deu oito anos de Fernando Henrique e mais oito de Lula.
Quem se lançar agora nessa campanha, complicada e extenuante, não terá como ignorar que são vários os fatores que podem influenciar os eleitores no momento de considerar o novo presidente. É o caso da economia nacional, pois não se sabe como estará frente aos desafios da crise internacional. Os candidatos, sejam lá quem forem, terão de estar preparados para elaborar defesas e indicar soluções para preservá-la de dificuldades maiores.
País biométrico
Nas eleições de 2018, não antes disso, mas não muito depois disso, os brasileiros votarão com a impressão deixada pelo dedo, diz o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowisk, que prevê para aquele ano a biometria estendida a todo o Brasil. Otimista, ele acha que isso será mais uma contribuição para modernizar o sistema eleitoral e, portanto, menos influência dos corruptos e dos “fantasmas” nas votações.
A se confirmar a previsão do ministro, não mais haverá necessidade de aperfeiçoar os títulos, que até lá já serão peça de museu.
Velha desconfiança
Em 1982, quando estava prestes a ser garfado pela Proconsult e perder um mandato, Leonel Brizola denunciou que a manipulação da urna eletrônica era um crime possível. Não tinha elementos técnicos, mas a própria pele para comprovar.
Agora, o Tribunal Superior Eleitoral anuncia que vai modificar o software do sistema de votação para reforçar a segurança do processo. A decisão foi tomada depois que um grupo de especialistas chamados pelo tribunal conseguiu, em um teste, violar o sistema das urnas. Eram professores de tecnologia da informação da Universidade de Brasília, que encontraram fragilidades no software e conseguiram saber, por exemplo, quem foram os escolhidos do primeiro eleitor, do segundo, e assim por diante.
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De Memória
Dependentes
Em setembro de 1979 desconfiava-se que a população de dependentes químicos em Juiz de Fora havia atingido uma proporção incômoda, talvez nesse particular à frente de grandes capitais. Mas os serviços assistenciais reclamavam dados concretos, como primeiro passo para se aplicar uma política de combate às drogas. A primeira informação partiu do delegado de polícia Clírio Resende, da Ordem Social, garantindo que a cidade já contava com cerca de 4.000 dependentes. O que representaria um aumento de cerca de 50% em relação aos anos anteriores.
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(( publicado na edição desta quinta-feira do TER NOTÍCIAS ))
Nesse caso, o caminho mais fácil para os articuladores talvez fosse uma terceira via, alguém que, pelo menos ocasionalmente, possa representar o consenso.
Indisposição
Uma conversa com deputados mais influentes das bancadas pesadas revela que, ao contrário do que tem sido anunciado, não há disposição de se abrir discussão objetiva sobre a reforma política logo após as eleições de outubro. E, se for possível, só se tal disposição vier no primeiro semestre de 2013, porque logo depois a classe política já estará cuidando da sucessão presidencial.
Observe-se que uma eleição é sempre pretexto para se engavetar a reforma política, o que não deixa de ser irônico.
Máquina enxuta
Há meses, o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, recomendou que os ministérios fossem reduzidos de 38 para 28, o que a presidente Dilma poderia fazer, tecnicamente, sem maiores dificuldades, a não ser enfrentar o azedume dos partidos da base que são contemplados no primeiro escalão. Raupp deve ter sido contrariado nessa declaração, até mesmo em seu PMDB, que é cliente privilegiado na distribuição de cargos.
Mais importante que reduzir as despesas com os excessos ministeriais, é a própria funcionalidade da máquina do governo: os ministros são muitos, vivem atropelando deveres e atribuições, causando prejuízo geral.
Os dependentes
Há um componente na análise dos paulistas sobre o momento político que não pode ser desconsiderado. Na verdade, boa parte do que vai acontecer em 2014 fica na dependência do quadro que será traçado pela eleição dos prefeitos das grandes cidades em outubro próximo. Os tucanos de Minas não relegam esse detalhe, mas não o veem capaz de comprometer uma pré-candidatura presidencial, pois consideram que em 2014 vai predominar a tendência pela renovação, isto é, nem Dilma nem Lula. Talvez nem São Paulo, que já deu oito anos de Fernando Henrique e mais oito de Lula.
Quem se lançar agora nessa campanha, complicada e extenuante, não terá como ignorar que são vários os fatores que podem influenciar os eleitores no momento de considerar o novo presidente. É o caso da economia nacional, pois não se sabe como estará frente aos desafios da crise internacional. Os candidatos, sejam lá quem forem, terão de estar preparados para elaborar defesas e indicar soluções para preservá-la de dificuldades maiores.
País biométrico
Nas eleições de 2018, não antes disso, mas não muito depois disso, os brasileiros votarão com a impressão deixada pelo dedo, diz o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowisk, que prevê para aquele ano a biometria estendida a todo o Brasil. Otimista, ele acha que isso será mais uma contribuição para modernizar o sistema eleitoral e, portanto, menos influência dos corruptos e dos “fantasmas” nas votações.
A se confirmar a previsão do ministro, não mais haverá necessidade de aperfeiçoar os títulos, que até lá já serão peça de museu.
Velha desconfiança
Em 1982, quando estava prestes a ser garfado pela Proconsult e perder um mandato, Leonel Brizola denunciou que a manipulação da urna eletrônica era um crime possível. Não tinha elementos técnicos, mas a própria pele para comprovar.
Agora, o Tribunal Superior Eleitoral anuncia que vai modificar o software do sistema de votação para reforçar a segurança do processo. A decisão foi tomada depois que um grupo de especialistas chamados pelo tribunal conseguiu, em um teste, violar o sistema das urnas. Eram professores de tecnologia da informação da Universidade de Brasília, que encontraram fragilidades no software e conseguiram saber, por exemplo, quem foram os escolhidos do primeiro eleitor, do segundo, e assim por diante.
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De Memória
Dependentes
Em setembro de 1979 desconfiava-se que a população de dependentes químicos em Juiz de Fora havia atingido uma proporção incômoda, talvez nesse particular à frente de grandes capitais. Mas os serviços assistenciais reclamavam dados concretos, como primeiro passo para se aplicar uma política de combate às drogas. A primeira informação partiu do delegado de polícia Clírio Resende, da Ordem Social, garantindo que a cidade já contava com cerca de 4.000 dependentes. O que representaria um aumento de cerca de 50% em relação aos anos anteriores.
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(( publicado na edição desta quinta-feira do TER NOTÍCIAS ))
terça-feira, 3 de abril de 2012
Presos que votam
Não são todos os estados que julgam ser o voto direito do cidadão que cometeu delito, e por isso encontra-se preso. Em pleitos passados ocorreram resistências, só removidas após a interferência do Tribunal Superior Eleitoral. Em Minas, o exercício desse voto não apenas foi acatado, como estimulado.
Ontem, o TRE determinou que comecem a ser tomadas as providências para a instalação de seções eleitorais nos estabelecimentos penais em que se encontrem pessoas que aguardam julgamento ou que estão detidas para investigações, desde que inscritos até 9 de maio. Não votarão os condenados que tiveram sentença transitado em julgado.
Em Juiz de Fora, a previsão é de 80 desses eleitores, se incluídos jovens de 16 e 17 anos recolhidos ao centro de recuperação de Santa Lúcia.
Jogos de azar
A comissão de juristas que estuda mudanças no Código Penal para subsidiar o Senado Federal quer criminalizar os jogos de azar, que hoje são uma contravenção penal. A pena seria de, no máximo, dois anos de prisão. Mas a pena não desestimula os praticantes de crimes dessa natureza. É mais uma medida para ter efeito político na sociedade, mas de pouca eficácia, porque hoje o jogo de bicho não representa muito para a contravenção devido à concorrência dos sorteios oficiais da Caixa Econômica, por exemplo.
Pode ser que a iniciativa da comissão seja conjuntural, devido à volta do nome do contraventor Cachoeira, no caso do senador Demóstenes Torres. Os especialistas em segurança pública, se forem ouvidos, terão opinião um pouco diferenciada. Alguns consideram que a rede do jogo foi sendo gradativamente substituída pelos ramos que o sucederam, tais como o tráfico de drogas, os assaltos a bancos, os sequestros etc. Há uma migração natural das máfias para negócios mais lucrativos.
Maldades
Desde o final do ano passado está com a representante do Brasil no Subcomitê para Prevenção da Tortura da ONU, Margarida Pressburger, um manifesto do Conselho Federal de Psicologia, em que a entidade denuncia maus tratos a pacientes internados em clínicas e hospitais psiquiátricos. Relatam-se casos de maus tratos e morte de pacientes e usuários de drogas atendidos em comunidades terapêuticas e outros espaços de internação.
Ainda não se conhece qualquer manifestação do governo.
Cilada vizinha
As Ilhas Malvinas foram usadas no passado por governo militar argentino como uma dissimulação. Fizeram uma guerra para despistar a opinião pública argentina de graves problemas internos. Agora, a história se repete em governo civil, com a possibilidade de ter a mesma intenção do passado: desviar o olhar dos argentinos dos seus problemas. O Brasil não devia 'meter a colher neste angu de caroço'. Pelo que se sabe, os habitantes da ilha em disputa preferem ser de território da Grã-Bretanha. A ONU deverá fazer uma consulta. É possível que rejeitem a subordinação aos argentinos. Então, o Brasil deve deve ficar fora dessa disputa, ainda que a História advirta que o modelo inglês de colonização seja o mais cruel de todos.
Dois tempos
Nos tempos da ditadura, alguns ministros mais conscientes do Tribunal Superior Eleitoral criticavam a imposição do governo pelo bipartidarismo, o que lhe dava melhores condições para coagir e policiar. Agora, como os tempos mudaram, o quase ex-presidente do TSE, Ricardo Levandowisk, deplora o excesso de partidos, que já são 32. Como expressão de desencanto, recentemente ele disse, na televisão, que já não estamos mais no pluripartidarismo, mas no hiperpartidarismo.
Definição
Algumas senhoras da cidade mandaram imprimir e começam a distribuir adesivos para carros em alusão à vergonha nacional que representada pelo Congresso, que enfrenta o nível mais baixo que atingiu o conceito dos parlamentares. Não falta quem lembre que não é de hoje que se questiona o prestígio das duas Casas. Carlos Lacerda lamentava constatar: contrabandistas deputados e deputados contrabandistas. Meio século atrás, Jânio Quadros o definia como “Clube de Ociosos”. Quase à mesma época, mais comedido, Gustavo Capanema disse que via ali uns 10% de idiotas. E Lula, que pouco depois faria parte dele, admitia que o Congresso era a casa de ”uns trezentos picaretas”.
Ecologistas
Defensores persistentes da natureza, os ecologistas não conseguiram, no final do ano passado, descobrir um partido em que pudessem instalar seus projetos políticos. Queriam o PEN – Partido Ecológico Nacional, ganharam do TSE um prazo de tolerância para coletar 118 mil assinaturas de eleitores e completar as 491.641 em abono à causa. Fracassaram, mas vão retomar os planos logo após a eleição de outubro.
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de Memória
Autismo
No Seminário sobre Transtornos Mentais na Infância, realizado em agosto de 1987, na Sociedade de Medicina e Cirurgia, o médico Chritian Gaudner, que se especializou no tratamento do autismo, atribuiu a uma novela, “ A Indomada”, o mérito de ter ajudado o Brasil a despertar para o problema. Ele se referia ao papel do ator Selton Melo,que interpretou Emanuel, um jovem portador de atraso de desenvolvimento. Na sua palestra, o médico se deteve na questão do diagnóstico poliaxial, o que do chamou de “pulo do gato” no tratamento do autismo. Nesse mesmo seminário, escolas de Juiz de Fora mostraram os resultados de atenções especiais para 30 crianças com dificuldade de convivência em grupo.
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(( publicado na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS ))
Ontem, o TRE determinou que comecem a ser tomadas as providências para a instalação de seções eleitorais nos estabelecimentos penais em que se encontrem pessoas que aguardam julgamento ou que estão detidas para investigações, desde que inscritos até 9 de maio. Não votarão os condenados que tiveram sentença transitado em julgado.
Em Juiz de Fora, a previsão é de 80 desses eleitores, se incluídos jovens de 16 e 17 anos recolhidos ao centro de recuperação de Santa Lúcia.
Jogos de azar
A comissão de juristas que estuda mudanças no Código Penal para subsidiar o Senado Federal quer criminalizar os jogos de azar, que hoje são uma contravenção penal. A pena seria de, no máximo, dois anos de prisão. Mas a pena não desestimula os praticantes de crimes dessa natureza. É mais uma medida para ter efeito político na sociedade, mas de pouca eficácia, porque hoje o jogo de bicho não representa muito para a contravenção devido à concorrência dos sorteios oficiais da Caixa Econômica, por exemplo.
Pode ser que a iniciativa da comissão seja conjuntural, devido à volta do nome do contraventor Cachoeira, no caso do senador Demóstenes Torres. Os especialistas em segurança pública, se forem ouvidos, terão opinião um pouco diferenciada. Alguns consideram que a rede do jogo foi sendo gradativamente substituída pelos ramos que o sucederam, tais como o tráfico de drogas, os assaltos a bancos, os sequestros etc. Há uma migração natural das máfias para negócios mais lucrativos.
Maldades
Desde o final do ano passado está com a representante do Brasil no Subcomitê para Prevenção da Tortura da ONU, Margarida Pressburger, um manifesto do Conselho Federal de Psicologia, em que a entidade denuncia maus tratos a pacientes internados em clínicas e hospitais psiquiátricos. Relatam-se casos de maus tratos e morte de pacientes e usuários de drogas atendidos em comunidades terapêuticas e outros espaços de internação.
Ainda não se conhece qualquer manifestação do governo.
Cilada vizinha
As Ilhas Malvinas foram usadas no passado por governo militar argentino como uma dissimulação. Fizeram uma guerra para despistar a opinião pública argentina de graves problemas internos. Agora, a história se repete em governo civil, com a possibilidade de ter a mesma intenção do passado: desviar o olhar dos argentinos dos seus problemas. O Brasil não devia 'meter a colher neste angu de caroço'. Pelo que se sabe, os habitantes da ilha em disputa preferem ser de território da Grã-Bretanha. A ONU deverá fazer uma consulta. É possível que rejeitem a subordinação aos argentinos. Então, o Brasil deve deve ficar fora dessa disputa, ainda que a História advirta que o modelo inglês de colonização seja o mais cruel de todos.
Dois tempos
Nos tempos da ditadura, alguns ministros mais conscientes do Tribunal Superior Eleitoral criticavam a imposição do governo pelo bipartidarismo, o que lhe dava melhores condições para coagir e policiar. Agora, como os tempos mudaram, o quase ex-presidente do TSE, Ricardo Levandowisk, deplora o excesso de partidos, que já são 32. Como expressão de desencanto, recentemente ele disse, na televisão, que já não estamos mais no pluripartidarismo, mas no hiperpartidarismo.
Definição
Algumas senhoras da cidade mandaram imprimir e começam a distribuir adesivos para carros em alusão à vergonha nacional que representada pelo Congresso, que enfrenta o nível mais baixo que atingiu o conceito dos parlamentares. Não falta quem lembre que não é de hoje que se questiona o prestígio das duas Casas. Carlos Lacerda lamentava constatar: contrabandistas deputados e deputados contrabandistas. Meio século atrás, Jânio Quadros o definia como “Clube de Ociosos”. Quase à mesma época, mais comedido, Gustavo Capanema disse que via ali uns 10% de idiotas. E Lula, que pouco depois faria parte dele, admitia que o Congresso era a casa de ”uns trezentos picaretas”.
Ecologistas
Defensores persistentes da natureza, os ecologistas não conseguiram, no final do ano passado, descobrir um partido em que pudessem instalar seus projetos políticos. Queriam o PEN – Partido Ecológico Nacional, ganharam do TSE um prazo de tolerância para coletar 118 mil assinaturas de eleitores e completar as 491.641 em abono à causa. Fracassaram, mas vão retomar os planos logo após a eleição de outubro.
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de Memória
Autismo
No Seminário sobre Transtornos Mentais na Infância, realizado em agosto de 1987, na Sociedade de Medicina e Cirurgia, o médico Chritian Gaudner, que se especializou no tratamento do autismo, atribuiu a uma novela, “ A Indomada”, o mérito de ter ajudado o Brasil a despertar para o problema. Ele se referia ao papel do ator Selton Melo,que interpretou Emanuel, um jovem portador de atraso de desenvolvimento. Na sua palestra, o médico se deteve na questão do diagnóstico poliaxial, o que do chamou de “pulo do gato” no tratamento do autismo. Nesse mesmo seminário, escolas de Juiz de Fora mostraram os resultados de atenções especiais para 30 crianças com dificuldade de convivência em grupo.
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(( publicado na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS ))
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Recesso
Faz parte da tradição do Congresso e das Assembleias: na Semana Santa os parlamentares praticam a sua maneira de jejuar, não por obra da espiritualidade, mas por conveniência pessoal. Brasília, per exemplo, fica despovoada de deputados e senadores.
Na segunda-feira, as Mesas retomam os esforços para garantir quórum no encaminhamento de matérias importantes.
Depende
Passada a Semana Santa, o PMDB mineiro deverá confirmar, mais uma vez, que nos grandes colégios eleitorais do estado a orientação é que sejam lançados candidatos próprios às prefeituras. Trata-se de questão fechada, mas depende, porque juntamente com a recomendação vem a ressalva: ainda que sejam os principais municípios, não haverá candidato próprio se o diretório municipal não o desejar.
Passo à frente
O deputado Sebastião Costa, que no domingo veio a Juiz de Fora assistir à inauguração da nova sede do PPS, lançou a candidatura a deputado do atual secretário de Saúde, Antônio Jorge Marques. E, logo em seguida, uma previsão: ele será prefeito, depois de ter sido deputado.
Proporcional
À medida em que a experiência vai reclamando o fim do voto proporcional, vale lembrar o que diz o ex-ministro Saulo Ramos sobre esse absurdo: trata-se de um fator crescente de inautenticidade da representação parlamentar. Sua abolição vem sendo reclamada pelos mais lúcidos estudiosos das questões institucionais.
Protesto
O ex-prefeito Tarcísio Delgado protestou ao ler em um jornal o nome de sua filha, Érica, citada como possível candidata a vice-prefeito. Saiu em seu blog:
“Que me desculpem os especuladores políticos sobre as eleições, mas entendo que o respeito à privacidade deve ser mantido. Érica (...) não tem militância política a não ser nas campanhas eleitorais para apoiar seu pai e seu irmão. De repente, não mais que de repente, aparece no jornal, inclusive com foto, como candidata, coisa de que jamais cogitou.”
____
Em meio a tantos desafios que tem enfrentado nas relações com os políticos, talvez fosse bom que a presidente aproveitasse o fim da Semana Santa, saísse desse calvário e celebrasse a passagem com alguém que tenha argúcia política para ajudá-la. Foi numa época assim que o Cardeal Richelieu encontrou o capuchinho François Leclerc.
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Novo adiamento
Alguns dos partidos mais influentes da base do governo no Congresso estão dispostos a transferir para a segunda quinzena de outubro a votação dos primeiros itens da reforma política. Pretendiam alguns que as matérias já no final do ano passado estivessem em plenário, mas optou-se pelo adiamento, a fim de que as mudanças não tivessem valor para as eleições de 2012. É a lei da anterioridade, segundo a qual a ordem eleitoral não pode ser alterada se não com um ano de antecedência. Na verdade, mais um expediente protelatório para uma reforma cheia de obstáculos.
Entre os itens prometidos para outubro estão o fundo de recursos para o financiamento das campanhas eleitorais e o fim das coligações em eleições proporcionais.
Pacificador
O senador Clésio Andrade chegou ao PMDB, no mês passado, com disposição de atuar no centro das grandes questões. Depois de pregar a necessidade de se estimular o empreendedorismo, convocando o partido a abraçar a causa, ele entra no projeto de reunificação das correntes peemedebistas de Minas, que acentuaram seu processo de desagregação com a eleição de 2010, quando Hélio Costa disputou o governo estadual.
Na condução dos entendimentos o senador tem proposto a reeleição do deputado Antônio Andrade para a executiva estadual, e nisso não tem encontrado maiores resistências.
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De Memória
Racismo
Depois de ter sido cobrada intensamente, o que incluía críticas na imprensa das capitais, a Universidade Federal de Juiz de Fora concluiu, em agosto de 1997, dois meses de sindicância, para saber quem, no campus, havia utilizado a internet para produzir uma violenta campanha racista e de discriminação contra negros e homossexuais, na qual as pessoas eram convidadas a “dar umas porradas em negros e gays”. Criada pelo reitor Renê Gonçalves, a comissão concluiu pela responsabilidade de um aluno do curso de Administração, de 22 anos, já conhecido no campus por discussões radicais.
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(( publicado na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))
Na segunda-feira, as Mesas retomam os esforços para garantir quórum no encaminhamento de matérias importantes.
Depende
Passada a Semana Santa, o PMDB mineiro deverá confirmar, mais uma vez, que nos grandes colégios eleitorais do estado a orientação é que sejam lançados candidatos próprios às prefeituras. Trata-se de questão fechada, mas depende, porque juntamente com a recomendação vem a ressalva: ainda que sejam os principais municípios, não haverá candidato próprio se o diretório municipal não o desejar.
Passo à frente
O deputado Sebastião Costa, que no domingo veio a Juiz de Fora assistir à inauguração da nova sede do PPS, lançou a candidatura a deputado do atual secretário de Saúde, Antônio Jorge Marques. E, logo em seguida, uma previsão: ele será prefeito, depois de ter sido deputado.
Proporcional
À medida em que a experiência vai reclamando o fim do voto proporcional, vale lembrar o que diz o ex-ministro Saulo Ramos sobre esse absurdo: trata-se de um fator crescente de inautenticidade da representação parlamentar. Sua abolição vem sendo reclamada pelos mais lúcidos estudiosos das questões institucionais.
Protesto
O ex-prefeito Tarcísio Delgado protestou ao ler em um jornal o nome de sua filha, Érica, citada como possível candidata a vice-prefeito. Saiu em seu blog:
“Que me desculpem os especuladores políticos sobre as eleições, mas entendo que o respeito à privacidade deve ser mantido. Érica (...) não tem militância política a não ser nas campanhas eleitorais para apoiar seu pai e seu irmão. De repente, não mais que de repente, aparece no jornal, inclusive com foto, como candidata, coisa de que jamais cogitou.”
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Em meio a tantos desafios que tem enfrentado nas relações com os políticos, talvez fosse bom que a presidente aproveitasse o fim da Semana Santa, saísse desse calvário e celebrasse a passagem com alguém que tenha argúcia política para ajudá-la. Foi numa época assim que o Cardeal Richelieu encontrou o capuchinho François Leclerc.
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Novo adiamento
Alguns dos partidos mais influentes da base do governo no Congresso estão dispostos a transferir para a segunda quinzena de outubro a votação dos primeiros itens da reforma política. Pretendiam alguns que as matérias já no final do ano passado estivessem em plenário, mas optou-se pelo adiamento, a fim de que as mudanças não tivessem valor para as eleições de 2012. É a lei da anterioridade, segundo a qual a ordem eleitoral não pode ser alterada se não com um ano de antecedência. Na verdade, mais um expediente protelatório para uma reforma cheia de obstáculos.
Entre os itens prometidos para outubro estão o fundo de recursos para o financiamento das campanhas eleitorais e o fim das coligações em eleições proporcionais.
Pacificador
O senador Clésio Andrade chegou ao PMDB, no mês passado, com disposição de atuar no centro das grandes questões. Depois de pregar a necessidade de se estimular o empreendedorismo, convocando o partido a abraçar a causa, ele entra no projeto de reunificação das correntes peemedebistas de Minas, que acentuaram seu processo de desagregação com a eleição de 2010, quando Hélio Costa disputou o governo estadual.
Na condução dos entendimentos o senador tem proposto a reeleição do deputado Antônio Andrade para a executiva estadual, e nisso não tem encontrado maiores resistências.
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De Memória
Racismo
Depois de ter sido cobrada intensamente, o que incluía críticas na imprensa das capitais, a Universidade Federal de Juiz de Fora concluiu, em agosto de 1997, dois meses de sindicância, para saber quem, no campus, havia utilizado a internet para produzir uma violenta campanha racista e de discriminação contra negros e homossexuais, na qual as pessoas eram convidadas a “dar umas porradas em negros e gays”. Criada pelo reitor Renê Gonçalves, a comissão concluiu pela responsabilidade de um aluno do curso de Administração, de 22 anos, já conhecido no campus por discussões radicais.
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(( publicado na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))
domingo, 1 de abril de 2012
Votos para decidir
A concentração de votos em determinada região ou comunidade, se bem administrada, pode ser decisiva em uma eleição. Há muitos exemplos. Em 1954, depois de ter sido considerado definitivamente derrotado na disputa pela prefeitura, Olavo Costa virou o placar com a chegada dos votos da Zona Norte. Em 72, a vitória de Itamar Franco sobre Mello Reis se deveu a dois redutos fechados: Torreões e Linhares.
O controle dos chefes políticos e cabos eleitorais já não existe, mas se uma região cumpre uma linha de votação, se concentra sua preferência em determinado candidato terá tudo para decidir um pleito. Em Juiz de Fora, os candidatos geralmente erram quando confiam em grandes bairros de classe média, como São Mateus, porque eles têm como característica o que já se chamou de “eleitorado cosmopolita”, refratários à concentração de votos em um ou alguns candidatos.
Hoje, no município, o exemplo de poder de decisão de uma eleição está na Zona Norte, compreendida como o trecho que vai de Francisco Bernardino a Barreira do Triunfo. Nessa região estão inscritos cerca de 130 mil eleitores.
Cadê os partidos?
As prévias partidárias experimentadas no PSDB em S. Paulo para a escolha do candidato a prefeito são muito importantes. Elas trazem oxigenação na vida partidária, revitalizam uma organização que é, na prática, uma encenação de democracia. Os nossos partidos são anacrônicos. São para 'inglês ver", ou uma abstração. Os partidos, sem exceção, funcionam cartorialmente. Há em todos o vício da decisão de cúpula, atropelando todas as instâncias. Os programas, as cartas de princípios e os demais documentos produzidos são meras intenções. Por isto não se pode esperar por novidades na reforma politica. Os partidos da esquerda começam com uma face participativa, mas depois reproduzem a prática comum nas outras organizações; basta chegar ao poder. Mesmo que tenhamos financiamento público de campanha, só alguns privilegiados vão se beneficiar. O Brasil carece de partidos sérios e democráticos. Precisamos ter esperança por dias melhores...
Maioria
Sobre as incertezas alimentadas por alguns peemedebistas em relação à conveniência de o partido ter candidato próprio a prefeito, o que outros, os menos radicais recomendam, é que se transfira a decisão para a convenção de junho, sem qualquer tipo de pressão.
In family
Dona Dilma anda entusiasmada com a candidatura do ministro Édson Lobão à presidência do Senado. Sendo eleito, espera-se que sua assiduidade seja bem diferente do filho e senador, também Lobão, com 59 faltas em sessões, e da esposa, dona Nice, com 88 faltas na Câmara. Mãe e filho são recordistas em ausência.
Prazo fixo
Muitos partidos acham que decisões importantes devem ser tomadas em véspera de convenção. O ex-governador Hélio Garcia ensinava que as atitudes em ano eleitor, só depois da parada da Sete de Setembro. Tancredo Neves fixava: só depois da procissão do Senhor Morto. Para os tancredistas, portanto, o prazo começa a correr no próximo sábado.
Insinuantes
Depois de terem recebido sugestões para que acertem uma aliança, como forma de dificultar a vitória do PSDB na eleição do prefeito, PMDB e PSB devem entrar, a partir da próxima semana, em uma fase de insinuações, cada qual procurando mostrar melhor a plumagem, tal como o namoro das garças.
Imbatíveis
Levantamento publicado pelo jornal “O Tempo” revela que os estados dos Nordeste ocupam 35% de todas as cadeiras na Câmara e Senado: 234 das 672 cadeiras. Os estados do Sul e Sudeste têm 17.5% . Portanto, a região de poder econômico e social mais expressivo perde bem para os mais pobres.
Renovação
Em qualquer eleição, e desta vez não será diferente, um dos lances mais difíceis é calcular o percentual de renovação da Câmara, embora a média nunca fique muito distante dos 50%, como ainda agora arriscam alguns. O fato de a legislatura ser brilhante ou medíocre não vem ao caso, até porque não há como medir a capacidade de votos de cada candidato.
Lembrados
Ontem, na solenidade de inauguração da sede do PPS, no Bairro Cerâmica, várias vezes lembradas as figuras de Itamar Franco, que, quando morreu, estava filiado ao partido, e Wagner Riani, que dá nome à secretaria. Wagner morreu poucos dias depois de ter sido eleito secretário do diretório.
Ausência
No domingo, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, não pôde vir a Juiz de Fora para conhecer a nova sede do partido, porque estava no Recife, sua cidade, por um motivo justo: era dia de lançamento da candidatura do ex-ministro Raul Jungmann à prefeitura da capital.
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De Memória
Visita inesperada
No dia 20 de fevereiro de 1999 desembarcou em Juiz de Fora, sem prévio aviso, o governador de Goiás, Marconi Perillo, para visitar o humorista Pedro Bis, que havia atuado em sua campanha, e considerado peça fundamental na derrota do opositor, Iris Resende. Depois foi a Muriaé comemorar os 60 anos do deputado Lael Varela, não sem antes deixar um recado para Itamar Franco, sobre uma crise que sobrevive em nossos dias: a dívida dos estados com União. Não adianta, disse ele, contestar a dívida que outros fizeram. Goiás, o mais endividado (na época, R$ 8,2 bi) amortizava com 26% das receitas correntes.
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(( publicado na edição desta segunda-feira do TER MOTÍCIAS ))
O controle dos chefes políticos e cabos eleitorais já não existe, mas se uma região cumpre uma linha de votação, se concentra sua preferência em determinado candidato terá tudo para decidir um pleito. Em Juiz de Fora, os candidatos geralmente erram quando confiam em grandes bairros de classe média, como São Mateus, porque eles têm como característica o que já se chamou de “eleitorado cosmopolita”, refratários à concentração de votos em um ou alguns candidatos.
Hoje, no município, o exemplo de poder de decisão de uma eleição está na Zona Norte, compreendida como o trecho que vai de Francisco Bernardino a Barreira do Triunfo. Nessa região estão inscritos cerca de 130 mil eleitores.
Cadê os partidos?
As prévias partidárias experimentadas no PSDB em S. Paulo para a escolha do candidato a prefeito são muito importantes. Elas trazem oxigenação na vida partidária, revitalizam uma organização que é, na prática, uma encenação de democracia. Os nossos partidos são anacrônicos. São para 'inglês ver", ou uma abstração. Os partidos, sem exceção, funcionam cartorialmente. Há em todos o vício da decisão de cúpula, atropelando todas as instâncias. Os programas, as cartas de princípios e os demais documentos produzidos são meras intenções. Por isto não se pode esperar por novidades na reforma politica. Os partidos da esquerda começam com uma face participativa, mas depois reproduzem a prática comum nas outras organizações; basta chegar ao poder. Mesmo que tenhamos financiamento público de campanha, só alguns privilegiados vão se beneficiar. O Brasil carece de partidos sérios e democráticos. Precisamos ter esperança por dias melhores...
Maioria
Sobre as incertezas alimentadas por alguns peemedebistas em relação à conveniência de o partido ter candidato próprio a prefeito, o que outros, os menos radicais recomendam, é que se transfira a decisão para a convenção de junho, sem qualquer tipo de pressão.
In family
Dona Dilma anda entusiasmada com a candidatura do ministro Édson Lobão à presidência do Senado. Sendo eleito, espera-se que sua assiduidade seja bem diferente do filho e senador, também Lobão, com 59 faltas em sessões, e da esposa, dona Nice, com 88 faltas na Câmara. Mãe e filho são recordistas em ausência.
Prazo fixo
Muitos partidos acham que decisões importantes devem ser tomadas em véspera de convenção. O ex-governador Hélio Garcia ensinava que as atitudes em ano eleitor, só depois da parada da Sete de Setembro. Tancredo Neves fixava: só depois da procissão do Senhor Morto. Para os tancredistas, portanto, o prazo começa a correr no próximo sábado.
Insinuantes
Depois de terem recebido sugestões para que acertem uma aliança, como forma de dificultar a vitória do PSDB na eleição do prefeito, PMDB e PSB devem entrar, a partir da próxima semana, em uma fase de insinuações, cada qual procurando mostrar melhor a plumagem, tal como o namoro das garças.
Imbatíveis
Levantamento publicado pelo jornal “O Tempo” revela que os estados dos Nordeste ocupam 35% de todas as cadeiras na Câmara e Senado: 234 das 672 cadeiras. Os estados do Sul e Sudeste têm 17.5% . Portanto, a região de poder econômico e social mais expressivo perde bem para os mais pobres.
Renovação
Em qualquer eleição, e desta vez não será diferente, um dos lances mais difíceis é calcular o percentual de renovação da Câmara, embora a média nunca fique muito distante dos 50%, como ainda agora arriscam alguns. O fato de a legislatura ser brilhante ou medíocre não vem ao caso, até porque não há como medir a capacidade de votos de cada candidato.
Lembrados
Ontem, na solenidade de inauguração da sede do PPS, no Bairro Cerâmica, várias vezes lembradas as figuras de Itamar Franco, que, quando morreu, estava filiado ao partido, e Wagner Riani, que dá nome à secretaria. Wagner morreu poucos dias depois de ter sido eleito secretário do diretório.
Ausência
No domingo, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, não pôde vir a Juiz de Fora para conhecer a nova sede do partido, porque estava no Recife, sua cidade, por um motivo justo: era dia de lançamento da candidatura do ex-ministro Raul Jungmann à prefeitura da capital.
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De Memória
Visita inesperada
No dia 20 de fevereiro de 1999 desembarcou em Juiz de Fora, sem prévio aviso, o governador de Goiás, Marconi Perillo, para visitar o humorista Pedro Bis, que havia atuado em sua campanha, e considerado peça fundamental na derrota do opositor, Iris Resende. Depois foi a Muriaé comemorar os 60 anos do deputado Lael Varela, não sem antes deixar um recado para Itamar Franco, sobre uma crise que sobrevive em nossos dias: a dívida dos estados com União. Não adianta, disse ele, contestar a dívida que outros fizeram. Goiás, o mais endividado (na época, R$ 8,2 bi) amortizava com 26% das receitas correntes.
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(( publicado na edição desta segunda-feira do TER MOTÍCIAS ))
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