terça-feira, 25 de abril de 2023

 

Provocados e testados



((Wilson Cid, hoje, no "Jornal do Brasil" ))



Primeiro, foi a conclusão fatalista do republicano Donald Trump, garantindo, pela televisão, que a América já perdeu o Brasil, depois de perder Cuba e Venezuela. Em seguida, vieram parlamentares democratas de Biden, preocupando-se com novo papel brasileiro na balança política do Ocidente, da qual pendem divergências políticas e econômicas entre Estados Unidos e China. O governo Lula, com apenas quatro meses, andou rápido para estreitar e aquecer as relações com os chineses, sem maiores preocupações ao adotar atitude de franca simpatia em relação a uma das duas forças em que se concentra a disputa pelo domínio universal. Uma decisão destinada a provocar importantes desdobramentos; mas vê-se que, nesse particular, conseguimos ganhar preocupações tanto de democratas como de republicanos, o que não é pouco. Contudo, suficiente para exigir talento e contorcionismo da diplomacia brasileira, sem faltar a visível antipatia dos europeus pelo Mercosul, que voltou a entusiasmar o Brasil.

São desafios que na semana passada já vinham aguçando preocupações de parlamentares e setores produtivos, porque as ampliadas relações com a China podem empurrar o Brasil para se machucar na linha dos dois fogos mais poderosos do mundo. Por achar que Brasília planeja o esvaziamento dos interesses americanos, a reação não exclui retaliações. Fácil observar.

Certos setores, antes empenhados apenas no escapelo de Bolsonaro, agora sinalizam que Lula pode ser a bola da vez. Observe-se que, repentinamente, áreas influentes junto a Washington, que ignoravam temas políticos brasileiros, como a CPMI 8 de Janeiro, passaram a apoiá-la e cobrá-la, forçando o governo a admitir a investigação.

O cenário da recepção chinesa à gorda e alegre comitiva brasileira, em dimensões raramente vistas para uma delegação estrangeira, teve a clara intenção de criar contraste com a pobre receptividade oferecida ao presidente Lula em Washington, poucas semanas antes. Não se subestime a sutileza de uma cultura milenar.

Tendências nas relações externas, quando mais salientes, precisam cultivar instrumentos de defesa, e precaver os revezes, que nunca faltam. A propósito, tome-se em conta a sabedoria do então chanceler Afonso Arinos, quando, nos anos 60, o presidente Jânio Quadros resolveu dar uma guinada à esquerda, contemplando a Europa Oriental, sob o clima de Guerra Fria, além de agraciar Che Guevara com a maior comenda nacional. Ensinava ele que é preciso ter cuidado, quando as coisas saem muito do figurino.

A ditadura do tempo

Interessante refletir sobre os contrastes do cronômetro do presidente Lula. Se, de um lado, dispõe de tempo demais, pois venceu apenas quatro dos 48 meses de mandato, esse mesmo tempo parece exíguo, quando se trata de construir bases mais sólidas para governar, e que lhe assegurem caminhar sem maiores tormentos, como o impasse que envolve o governo na intimidade dos graves fatos de 8 de janeiro. Se ainda são quatro anos pela frente, não é menos verdade que as horas correm impiedosas, e o presidente não tem direito de fingir não vê-las passar, pois os fatos vão desafiando seu prestígio junto aos que o elegeram.

A primeira questão reside em crescentes dificuldades nas relações com o Congresso, culminando com a CPMI do vandalismo, que o Planalto desejou inviabilizar, e, por fim, sem forças para reagir, passou a aceitá-la. Pois, antes mesmo de ser instalada e conhecida a relatoria, ela já conseguia entrar no Gabinete de Segurança Institucional e sacrificar o general Gonçalves Dias, assessor in pectoris da Presidência. Lula sentiu o soco, não há negá-lo.

A bancada governista, cercada de emendas e afagos palacianos, não teve como evitar a investigação, fracasso parlamentar que pode custar dores de cabeça ao governo, além de pagar pelos inevitáveis atrasos na tramitação das matérias de interesse de gestões ministeriais. A CPMI também revela terem sido insuficientes a Lula os bons préstimos do fidelíssimo presidente do Senado. Melhor para o governo seria jogar todas as fichas no deputado Artur Lira, mais hábil e não vacila nas horas graves.

Não bastassem os obstáculos internos e externos, o presidente ainda tem de pousar os olhos nas conchas do Congresso, e descobrir maneira de reanimar o Partido dos Trabalhadores, que, inapetente para maiores embates, continua satisfeito com os louros da vitória, sem dar conta de que louros murcham com os desafios e as horas que estão correndo. A acomodação dos governistas é o melhor presente que a oposição precisa para se movimentar. Sempre foi assim.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

 Eleição 2024 em pauta ( XVI)

1- Os partidos União Brasil e PSD disputam espaço dominado pelo PSDB no Estado de São Paulo por quase três décadas. Pensando nas eleições municipais, aqueles partidos planejam filiar os prefeitos tucanos e outros dos quadros do PSDB-SP. O simbolismo dessa decadência do grande partido no seu mais valioso território demonstra um futuro sombrio.

2 - Sem deixar o trabalho de tradutor e estudos de problemas internacionais, mas retomando residência em Juiz de Fora, João Vitor Garcia, que foi secretário na Administração Tarcísio Delgado, diz que agora seu interesse maior é debater as grandes questões da cidade, como os desafios do trânsito e tráfego. Nesse particular, há 19 anos ele elaborou projeto de modernização, que contava com o apoio de recursos externos.

3 - A Justiça Eleitoral lembra que eleitores morando no exterior não poderão votar em 2024, pois serão realizadas apenas eleições municipais. Para eles, o exercício do voto só para a Presidência da República.

 

Pelo site da Agência Senado, 697 mil brasileiros com domicílio eleitoral no Exterior estavam aptos a votar em 2022 (exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República). Um colégio eleitoral maior que a população de Juiz de Fora.

Outro dado interessante: as mulheres são majoritárias no eleitorado fora do país, representando 58,54%. A maioria entre 35 e 44 anos.

4 - Nos corredores da Câmara Municipal comentava-se, na abertura das comemorações dos 170 anos da Casa, que todos os vereadores serão candidatos à reeleição. Quase todos, porque Maurício Delgado pode ser o nome do MDB para entrar na disputa da prefeitura.

5 – Sobre as federações partidárias. As disputas regionais continuam dificultando a federação que hoje reúne PSB, PDT e Solidariedade. O assunto foi objeto de matéria da Folha de S. Paulo, na semana passada. Parece fora de dúvida que a dificuldade esbarra na falta de sintonia entre os partidos para as eleições municipais do próximo ano.

6 - Contudo, diz o ex-deputado Marcus Pestana que a federação ainda pode servir de estágio para um futuro partido, “com os olhos no futuro e apostando no enorme potencial de renovação geracional em curso na política”. Seria, no seu entendimento, o caminho para o PSDB, Cidadania, PSB, PDT e Solidariedade. Lançou a ideia, mas ainda não ouviu a repercussão.

Os partidos por ele citados reúnem 54 deputados federais, 10 senadores, sete governadores e o vice-presidente Alkmin.

7 - Fato velhíssimo na política nacional, e Juiz de Fora não é exceção: muitas candidaturas, quando lançadas com grande antecedência, não são obra de correligionários ou simpatizantes; mas pelos adversários, que pretendem desgastá-las. Expostas ao sol e chuva, por muito tempo, não têm como resistir. O vice-presidente estadual do MDB, José Figueirôa, com larga experiência, concorda.

8 - Ao consentir com aumento de quase 300% em seu contracheque, o governador Romeu Zema é criticado pelos adversários. Mas, o que se denuncia como generosidade em causa própria, precisa levar em conta que ele ganhava R$ 10.500,00. Passou para R$ 41.845, 49. O que é justo para quem tem a responsabilidade de governar o Estado.

Foram raras, raríssimas, as vezes em que a cidade se engalanou tanto para receber uma expressão política nacional. Dia 25 de agosto de 1928, quando chegou o presidente Washington Luiz. Banquete no Clube Juiz de Fora, Te Deum na Catedral, casas da Avenida caiadas a pedido da Câmara, hospedagem no belo Solar Penido, que mais tarde a insensibilidade do arcebispo goiano Juvenal mandaria demolir, para fins comerciais. Mas o calor da recepção rapidamente se transformou em gelo, quando o presidente anunciou, como preferido para sucedê-lo, o paulista Júlio Prestes. E disse isso na cara de Antônio Carlos, que era a preferência de Minas. Washington sentiu e antecipou o regresso.

terça-feira, 18 de abril de 2023

 


Lógica do companheirismo




((Wilson Cid, hoje, no "Jornal do Brasil")) 




Há uma lógica no Partido dos Trabalhadores que o diferencia dos demais; diferente de quase todos. É a garantia que dá aos companheiros de terem à disposição guarita permanentemente aberta para acolher os não bem sucedidos nas eleições. Nisso pode estar a explicação para o fato, facilmente constatado, de que são numerosos os casos em que os seus, sendo derrotados, permanecem fiéis à legenda, pois sabem que o consolo não falta, mesmo se tarda. Ao contrário do que costuma acontecer entre as legendas adversárias, onde os falidos logo estão condenados ao desprezo, pois as urnas já os desprezaram antes. No cumprimento desse rito solidário, muitas vezes o universo petista se excede, porque há casos em que os fracassados não apenas são socorridos, mas promovidos. Se a locação é difícil em Brasília ou nas capitais dos estados, os descamisados são transferidos para prefeituras distantes, onde houver uma vaga disponível.

E nisso o petismo-lulismo também mostra que o eleitorado não dá a palavra final no destino dos candidatos. Ocorreu com Fernando Haddad. Valeu a pena perder o governo de São Paulo, porque acabou consolado com o Ministério da Fazenda, que, como se sabe, é a segunda ordem de poder no governo,  superado apenas pelo presidente da República. Pasta de alta complexidade, é assumida por quem confessa não ter maiores intimidades com os mistérios do cargo.

A companheira Dilma, a quem as urnas de Minas condenaram a um constrangedor quarto lugar na disputa de cadeira no Senado, acaba de ser abençoada com a presidência do banco Brics, o que, de certa forma, resultou em maldade, por ser totalmente desafeita às matérias daquela área e pobre no idioma clássico para cuidar das discussões e dos projetos.

Para muitos, o reparo na manifestação das urnas foi ainda mais visível quando se anunciou a escolha do ex-governador Fernando Pimentel para a presidência da Emgea, empresa discreta, criada para dar trato aos créditos podres da Caixa Econômica. Pimentel, como sabem tanto amigos como adversários, foi derrotado em Minas. Vingança, pois deixou-a num quadro de terra literalmente arrasada.

Interessante é que os demais partidos não cuidaram de adotar o modelo de solidariedade, mesmo tendo à vista os bons resultados do partido de Lula, atento ao prestigiar companheiros acidentados na política.

Violência urbana

O mundo entrou nesta década chamado a encarar dois dos seus maiores problemas, não se sabendo exatamente quando começam, sabendo-se apenas que se agravam; muito menos, quando poderemos contê-los em sua onda avassaladora. Falamos de violência e fome, mas ignoramos qual delas precedeu a outra. Na verdade, é detalhe de somenos, porque ambas se confundem, tanto na origem como na progressão. Pode-se dizer que são do mesmo útero, irmãs geminadas. O Brasil não está fora disso, embora tenhamos de conviver com agravante: aqui, sendo provocação que evolui, vêm afetando, em particular, as populações infantil e adolescente.

É o bastante para se saber que estamos diante de tribulação de alta complexidão; e preciso reconhecer que grupos de trabalho não são capazes de identificar soluções imediatas. Um deles, de amplitude interministerial, está sendo constituído pelo governo, com a missão de avaliar a violência que vem tomando conta de estabelecimentos de ensino e creches, como se viu, há duas semanas, não nos sertões desolados ou nas favelas dominadas pelo crime, mas em Blumenau, uma das mais civilizadas cidades brasileiras, alto nível social, onde não se pode dizer que a miséria seja capaz de detonar grandes tragédias.

As raízes da fome e da violência descem mais fundo, e nos subterrâneos da vida podem construir malha de incrível capilaridade. Não se espere, pois, que um grupo de funcionários de ministérios acenda luzes na escuridão. Mas já terá feito muito se reconhecer as causas maiores.

Se não tanto, que mostre ao seu governo, ainda com quatro anos pela frente, o que é indispensável fazer; pelo menos um pouco do essencial, pela infância e juventude, herdeiras deste Brasil que para elas devemos preparar hoje. Vítimas de vários males, desde pedofilia a execuções sumárias, constituem a faixa populacional mais indefesa.

Longe de serem pecado nacional, são crimes que se banalizam em outros países, estes menos infelizes, porque mantêm tribunais severos e leis não complacentes. Temos agora o recente e hediondo crime de Blumenau, que, mais dia menos dia, acabará amortecido pelos expedientes de tolerância da Justiça ou vingança. Esperar para ver.

Entre nós, não raro, buscam-se explicações simplistas, como o desarmamento, ideal que, lamentavelmente, não afeta os criminosos, porque eles nada têm a ver com as leis, que são nossas, não deles. Armam-se livremente. Quem delinque sempre arranja um jeito de se armar, e não há escola tão eficiente que consiga dar segurança absoluta aos alunos, nem mesmo num Estado da grandeza de Santa Catarina.

Nada disso constituiria novidade para um grupo de trabalho governamental. Mas faria muito bem, ao concluir seus trabalhos, advertindo sobre alguns fatores que têm estimulado a violência urbana, como a degradação da estrutura familiar, onde deve começar a educação; a tolerância com o crime; as drogas descontroladas; o desvio das funções da escola; o mau exemplo dos políticos a estimular o roubo e os caminhos da ilegalidade; a incitação raivosa de diferenças entre raças, gêneros e classes sociais. Se expuser, com coragem, essas forças malignas, que geram e alimentam a violência, o grupo ministerial terá valido, mesmo que nada possa resolver.

Conversa chinesa

Há quem veja improdutividade na decisão do governo brasileiro de interferir, mesmo que simbolicamente, na questão russo-ucraniana, ao propor que se criem aberturas que possam levar à paz, ou, de imediato, ao cessar-fogo, porque este susta a tragédia maior das guerras, que é a perda de vidas humanas e a consequência insana de milhares de orfandades. Faz sentido entrar em cena, ainda que os polos e os atores do conflito estejam nos gabinetes e nos arsenais dos mais poderosos. Fato é que, diferentemente do que se assistia nos antigos conflitos, hoje dissimulam-se, estendem-se, vencem fronteiras pela via das sanções econômicas, a instantânea comunicação entre os povos, afetando os mercados, como, ainda há pouco, o Brasil teve de pagar sua cota de sacrifício, com restrições no abastecimento de insumos, afetando a normalidade do agronegócio, que responde por quase 20% de nossas riquezas cultivadas.

Os conflitos não são mais como antigamente, globalizaram-se. Queiramos ou não, na cadeia de suas consequências todos tomam parte, como é fácil constatar. Nem é preciso ir muito distante, quando se observa que, no recente século passado, conflitos houve que se limitavam aos povos que neles tinham parte direta. O resto do mundo pouco se importava.

Diga-se, com razão, que o Brasil, por mais bem sucedidas que possam ser suas gestões diplomáticas, não tem como calar os canhões na fronteira ucraniana. Mas é uma voz no mundo pretensamente civilizado, membro fundador da Organização das Nações Unidas, interessado nos comércios bilaterais. Tem credenciais para se fazer ouvir, mesmo se destinado à pregação num deserto gelado. Moscou já nos deu as costas; Washington também. Em Pequim, tomara que não tenhamos sido ouvidos apenas por gentileza da balança de negócios. Mas mão podemos calar. Como diria o profeta Isaías: ai de mim, porque calei.

A viagem presidencial à China levou a guerra na pauta as conversações, sabendo tratar-se de uma questão em que os chineses portam-se com clara preferência pela Rússia, e têm pouco a nos ouvir, embora com reverências muito maiores em relação à frialdade oficial que marcou a recente visita do presidente Lula à Casa Branca. No linguajar rasteiro, se se trata de briga de cachorro grande, nem por isso deva se dispensar nossa palavra, porque impensável seria a omissão diante de um episódio sangrento, com ameaça de poder evoluir para a disputa nuclear.

quinta-feira, 13 de abril de 2023

 


Eleição 2024 em pauta (XV)



1 – Plano que está sendo acertado para o segundo semestre. O Novo quer promover campanha destinada a dar dimensão nacional ao governador de Minas, Romeu Zema, com a certeza de que ele pode se tornar opção para a vice-presidência em 2026. O que o Novo não pode garantir é se até lá terá o governador como filiado.


2 - São Paulo, a mais importante cidade do país, tem pré-candidato na eleição municipal de 2024. O nome colocado pela esquerda é o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).


Agora, falta a definição do candidato da direita. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi lembrado como uma possibilidade por seu partido, mas declinou da indicação. E defendeu, em entrevista recente ao SBT, o nome de outro deputado, Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente.


Salles foi um dos mais bem votados em 2022, e pode ser a opção do partido para disputar a prefeitura. Entretanto, ainda não é conhecida a opinião do governador Tarcísio Freitas (Republicanos) sobre o assunto. O apoio do governador pode ser útil para Salles, até porque já se conhecem, pois foram colegas de ministério no governo Bolsonaro.


3 – Em setembro ou meados de outubro o ex-presidente Bolsonaro deve iniciar peregrinação pelo interior do país, preparando-se para ter peso decisivo na eleição do ano seguinte. Em estados de maior porte eleitoral, como Minas, serão selecionadas entre cinco e dez cidades para a promoção de concentrações. Juiz de Fora, com certeza,


4 - Na segunda-feira, a secretária de Estado Elizabeth Jucá participou do Painel "A Visão e Posição Empresarial na Agenda ESG", da Fiemg. Mencionou o Plano de Promoção ao Desenvolvimento Social de Minas, que prevê diretrizes e ações para o enfrentamento à pobreza rural e urbana no estado.


A notícia estava em um post no facebook pessoal dela. Ao fazer a divulgação aos seguidores de sua presença em evento dessa magnitude, permite ilações sobre eventual participação nas eleições municipais de 2024, como candidata à PJF.


5 - Vereadores de BH resolveram dificultar a vida das empresas de ônibus, exigindo que sejam criadas modalidades de tarifa zero para alguns usuários da capital, antes de liberar novos subsídios da prefeitura para as empresas.


6 - Em JF. a atual Administração subsidia o transporte coletivo urbano, e mantém, nos dois últimos anos, congelada a tarifa no valor de R$ 3,75.


O transporte coletivo certamente será tema de debate na campanha eleitoral. E o subsídio relevante, pelo impacto que causa nas despesas orçamentárias do município. Quem for prefeito em 2025 terá o ônus político de tentar rever o subsídio, que tende a ficar oneroso para os cofres municipais.


7 - Essa história de violência nas escolas ganhou notoriedade rápida nos últimos dias. Será que houve coordenação e disparo de mensagens em massa? Pode ser que haja alguém ou algum grupo interessado em querer instrumentalizar os ataques.

 

Pelas redes sociais, sabe-se de inúmeras ameaças, encadeadas, às escolas públicas, que na semana envolveram, ao menos, seis estados. Muitas prefeituras cancelaram as aulas. As notícias de ameaças de alunos contra outros multiplicam-se. Há um clima de tensão na comunidade escolar.


Violência nas escolas/creches públicas será um assunto relevante no item Educação nos programas de governo para os futuros candidatos às prefeituras.



A crise mineira de 1933, que se acentuou com a morte de Olegário Maciel, abriu a delicada questão da sucessão no Estado, o que passou também a ser uma grande dor de cabeça para Getúlio Vargas no Palácio do Catete, onde a disputa tornou-se assunto de todos os gabinetes. Os mais fortes: Melo Franco era apoiado por Oswaldo Aranha, e Gustavo Capanema por Flores da Cunha. Quem contribuiu, em muito, para complicar o quadro foi Antônio Carlos, que saiu de Juiz de Fora e marchou na União e Indústria com uma lista de oito nomes. Getúlio prometeu analisar a lista, mas sugeriu, “apenas para compor,” que se incluísse o nome de Benedito Valadares, até então não era lembrado por ninguém. Mas o presidente sinalizou claramente: será o Benedito. E foi.