quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018







Divisa perigosa

   É preciso que passe a figurar na pauta das prioridades dos serviços de segurança pública, além de meras promessas políticas, o policiamento da divisa de Minas e Rio de Janeiro, depois que  o estado fluminense tornou-se objeto de intervenção federal. A razão que preocupa é clara, embora não seja novidade: toda vez que a polícia do Rio aperta o cerco aos criminosos a bandidagem se desloca para Minas. E sua primeira referência é Juiz de Fora. O que fazer! 

    Não é de hoje que se dá essa indesejável migração, mas agora as consequências podem ser mais funestas, pois nos planos do interventor Braga Netto figura a promessa de uma resposta dura ao crime organizado.

    É antigo um estudo da Polícia Militar (talvez uns vinte anos) indicando que são mais de 30 os pontos em que é possível sair do Rio e chegar a Minas, e muitos desses locais totalmente vulneráveis, pois não é possível à PM mantê-los sob permanente vigilância.

    Está prometida para as próximas horas nova reunião de autoridades de segurança pública do Rio, Minas e São Paulo, para serem discutidas medidas adequadas, de forma que os estados vizinhos da intervenção, que já têm muitos problemas para resolver, não tenham de receber a indesejável herança. Principalmente depois que o comando geral da PM, em Belo Horizonte,  anunciou que o policiamento da divisa na Zona da Mata caberá aos dispositivos locais, que  são escassos.



Centenário  

    Vale registrar que neste dia transcorre o centenário de morte de Fernando Lobo Leite Pereira, uma das figuras mais expressivas do movimento republicano em Juiz de Fora e toda Minas, numa campanha em que esteve ao lado de Constantino Paletta, João Penido,Fonseca  Hermes e Luiz Detzi. Fernando foi um dos primeiros que Floriano Peixoto convidou para o Ministério, tendo ocupado a pasta do Interior.

   Em sua biografia consta, ainda, sua presença na diretoria do Banco do Brasil e na presidência do Credireal.

  



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