segunda-feira, 12 de março de 2012

SUS de Pequeri acima da média nacional

O Índice de Desempenho do SUS (IDSUS) publicado no final da semana passada apontou Pequeri, na Zona da Mata, como o melhor entre os municípios de Minas e também acima da média nacional. Esse Índice mede o desempenho do Sistema de Único de Saúde quanto ao acesso do usuário e à qualidade dos serviços da rede pública, além da efetividade da Atenção Básica, das Atenções Ambulatorial e Hospitalar e das Urgências e Emergências.

Para o prefeito Raul Salles a indicação “reflete o empenho de toda a equipe técnica da área e comprova que o trabalho está no caminho certo. A cidade-família também é uma cidade segura para se viver”, disse ele, lembrando que “estamos felizes com o resultado, mas esperamos melhorá-lo com o lançamento das obras de ampliação da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA 24h) no dia 16, na ordem de R$450 mil, e através da assinatura de convênio com a faculdade de medicina da UNIPAC para melhorar a assistência à saúde comunitária”.

Em relação ao SUS, Pequeri ficou com avaliação 5,98, acima da média nacional, 5,47, e da mineira, 5,87. Na região, à frente de Mar de Espanha (5,94), Rochedo de Minas (5,88), Viçosa (5,88), Santa Bárbara do Monte Verde (5,85), Santa Rita de Ibitipoca (5,72), Maripá de Minas (5,69), Leopoldina (5,67), Descoberto (5,6), Santa Rita de Jacutinga (5,57), São João Nepomuceno (5,47), Bicas (5,4), Ubá (5,4), Juiz de Fora (5,36) e Santos Dumont (5,02).


Na rota da juventude

Os candidatos, muito mais que os partidos, desconhecem em que poderiam lucrar se uma multidão de jovens fosse às urnas em outubro e manifestasse suas preferências. Nas eleições anteriores eles compareceram em número insuficiente, não permitindo melhor avaliação sobre o que a juventude realmente deseja de um homem público.

A Constituição conferiu o direito de voto aos maiores de 16 e menores de 18 anos; e, se muitos requereram o título, os votantes nunca chegaram a 5%.

Mas a Assembleia Legislativa de Minas acredita que ainda se pode fazer muito para provocar o interesse da juventude, e com esse objetivo traz a Juiz de Fora, na quinta e sexta-feiras o Expresso Cidadania, que durante dois dias vai promover encontros e divulgar seu programa. O Expresso prioriza o eleitor jovem, mas quer um pouco mais: quer mostrar que, a partir dos 15 anos, moços e moças devem se interessar pela política, ajudando a aperfeiçoá-la.

Essa campanha, já realizada pelos deputados mineiros em 2008 e 1010, começa por Juiz de Fora e vai se estender a outras cidades-polo até 24 de abril.



Ao cronômetro


Para que a política brasileira possa se ver livre, ainda nas eleições deste ano, dos que se beneficiaram do mensalão, e dele fizeram uso e abuso, o Supremo Tribunal Federal terá de julgá-los neste semestre. Mas como?, se para tanto será preciso uma corrida louca contra o relógio. Os processos dos mensaleiros contam com 49 mil páginas distribuídas em 233 volumes.




Pátria Livre debate

seu papel eleitoral


O presidente estadual do Partido Pátria Livre, Francisco Rubió, vem hoje a Juiz de Fora para participar de reunião com militantes e membros da comissão provisória, quando vai se discutir o calendário das atividades no ano eleitoral. A reunião, prevista para 19h, será na Rua Halfeld, 651, sala 1101.

Wilhans Moraes, presidente da comissão local, disse que o partido também começa a estudar a posição a ser adotada em relação à eleição do prefeito, mas não indicou se a tendência atual é pela candidatura própria ou levar apoio a candidato de outra legenda.


Puxadores de votos


O PSDB tem acenado com a intenção de formar uma chapa poderosa de candidatos a vereador, na nítida intenção de construir bancada majoritária na próxima legislatura. Os tucanos comentam que além de seu presidente, vereador José Laerte, vai se esperar muito da votação da secretária Sueli Reis e do vereador Rodrigo Mattos.

Para Rodrigo praticamente esgotaram-se as chances de, como primeiro suplente de deputado, ser chamado a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa, com o retorno de Lafayette Andrada, que vai deixar a Secretaria de Defesa Social. Retomando o projeto de reeleição para o Legislativo municipal, para tanto já está avisando os correligionários do partido e dos aliados que precisará do seu apoio, o que inclui alguns cabos eleitorais que, caso contrário, pretenderiam disputar.


___


De Memória



Na sexta-feira, em sua coluna no “Estado de Minas”. Eduardo Almeida Reis fala sobre transporte na Zona da Mata, e “como eram as coisas nestas Minas do século 20, quando João Mansur começou a transportar gente, numa jardineira, de São João Nepomuceno para Juiz de Fora. Hoje feita em uma hora, a viagem levava quase o dia inteiro e passava pela Fazenda Luzitânia, quando o empresário de transportes, dono de uma única jardineira, perguntava: “Como é, sô Tavinho, vamos para Juiz de Fora?” e o fazendeiro respondia: “Só se vocês me deixarem tomar banho e me vestir”.

“Os passageiros tiravam seus guarda-pós, desciam, tomavam café, comiam bolo de angu de fubá grosso, muito melhor do que o angu de fubá fino, e ficavam comendo frutas no pomar, enquanto o fazendeiro fazia a barba, tomava banho, se vestia e protegia com o guarda-pó, para embarcar na jardineira. E o veículo chegava a Juiz de Fora tarde da noite” .


( publicado na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))

domingo, 11 de março de 2012

A crise que há

O governo reconhece, pela palavra do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral, que há uma crise de convivência com a base parlamentar. Se reconhece, dá o primeiro passo para tentar contorná-la, embora ainda sem saber exatamente como proceder, porque o problema resulta das insatisfações do PMDB que quer mais cargos e melhores posições. Mas o governo tem razões para supor o seguinte: tão logo dê os cargos pretendidos, o partido virá com mais uma lista de exigências.
A crise resultou de uma pequena, mas significativa demonstração de descontentamento, ao se ver derrotada na Câmara a indicação de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transporte Terrestre. A presidente Dilma ainda não havia sofrido derrota assim.
A solução do impasse, que é assunto para dominar a semana, requer tato e paciência, porque embora o foco esteja centrado no PMDB, é através dele que outros partidos vão “botando as manguinhas de fora”, como no passado eram definidos os rebeldes parlamentares. E mais que tudo, a paciência; a mesma paciência que faltou a Fernando Collor nas divergências com o Congresso. E deu no que deu.


Ausência ilustre

Disputando rebeldias com o câncer que o atormenta, indisciplinado nas prescrições médicas, o ex-presidente Lula, que já se diz “de saco cheio” com o tratamento a que está sendo submetido, vem sinalizando a possibilidade de acabar ausente dos momentos altos da campanha eleitoral em que o PT mais vai precisar de seu concurso. Já sob restrição de visitas, para ter de falar menos e não sacrificar a garganta, ele se irrita, na medida em que vai indicando um índice de vulnerabilidade imunológica que pode não estar vencida antes da fase aguda da campanha. Não sendo vencida essa fraqueza, a proibição virá, com toda certeza.
Os petistas têm dupla razão ao se preocuparem diante desse risco. Ao mesmo tempo em que podem ver afastado o seu mais importante produtor de votos, enfrentariam a indisposição da presidente Dilma de assumir a tarefa, que não faz muito o seu gênero.




Justiça mais ágil

A deputada estadual Luzia Ferreira, que em sua eleição recebeu 2.000 votos do PPS de Juiz de Fora, anunciou que vai ser criada na Assembleia Legislativa uma comissão especial de trabalho destinada a estudar e propor medidas capazes de agilizar a proteção e o socorro às mulheres que são vítimas de violência em Minas. No estado há recursos para a assistência, mas o grave problema é que na maioria dos casos eles chegam com atraso.


Encontro com o PDT

O prefeito Custódio Mattos teve longa reunião com o presidente Vitor Valverde e outros membro do PDT, que começou com visita às obras que estão sendo realizadas bairros, e, terminando, um almoço de confraternização. O PDT foi o primeiro partido a apoiar Custódio na eleição de 2008, deu-lhe o vice-prefeito na chapa, Eduardo Freitas, e vai renovará o apoio na eleição deste ano.
No encontro, realizado na sexta-feira, presente o vice-presidente do diretório, Renato Loures, que também comanda a provedoria da Santa Casa, Custódio recebeu a confirmação de que a instituição vai ampliar os espaços do hospital.


Salas apertadas

Um assunto que na semana passada contrariou educadores de Juiz de Fora também fez parte de discussões no Congresso Nacional, por conta de projeto do senador pernambucano Humberto Costa, que pretende limitar o número de alunos numa mesma sala, tanto no ensino fundamental como no secundário. Ainda que a propositura admita alterações em obediência a diferenças regionais, fica estabelecido que nos dois primeiros níveis não poderão estar mais de 25 alunos em cada sala.
Minas tem sido mais tolerante na fusão de classes na rede pública, o que gera protestos.



Grandes devedores

Na coluna, foi recente o cálculo sobre o montante das dívidas dos estados com a União, o que estaria em torno de R$ 360 bilhões. Mas o senador Aécio Neves corrige e diz que elas já atingiram o patamar de R$ 398 bilhões. São compromissos impagáveis, com agravante: os devedores são 23 estados, o que nos remete a um problema que afeta a Federação.
Ao comentar que essa dívida inibe serviços essenciais, a começar pela Saúde, o senador mineiro propõe que se estude um novo indexador.





_

De memória


Reale e o sindicato

Sindicato cuidando de política é coisa que não dá certo, disse o jurista Miguel Reale, presidente do Instituto Brasileiro de Filosofia, quando veio a Juiz de Fora, no dia 8 de março de 1982, para pronunciar a aula inaugural da Faculdade de Direito. Os anos seguintes mostrariam que o fator partidário mais importante seria exatamente o atrelamento do sindicalismo à organização política, do que resultaria a ascensão do PT ao poder. Reale supunha o contrário, ao analisar que “o Partido dos Trabalhadores se endeusou, mas não tem identificação nacional, mas apenas com uma classe específica”.
Ele entendia que ”os sindicatos devem estar distantes das lutas políticas”, para não dificultar um tempo em que elas estavam chegando: “tempo de muita criatividade”, previa.


(( publicado na edição desta segunda-feira do TER NOTÍCIAS ))

quinta-feira, 8 de março de 2012

O voto da fé e da internet

Os especialistas têm chamado a atenção dos partidos e dos candidatos que serão por eles lançados, sobre dois aspectos que não podem passar despercebidos, pelo potencial decisivo que incorporam. O primeiro é a internet como instrumento de propagação de ideias, fenômeno já sensível na eleição de 2010. É o que certamente voltará a ocorrer.
Mas na linha dos grandes pesos, outro desafio para ser encarado pelos partidos e marqueteiros é o voto evangélico, e para tanto há um dado bem recente: na eleição anterior às igrejas foram apresentados 32 candidatos a deputado, elegendo-se 75%. Comparando com o PT: 334 candidatos e 26% eleitos. Vê-se, pois, a força de comando com base na exploração da fé.
O apelo que se faz ao voto do crente é em nome de Deus, e não acompanhar a orientação do pastor seria, por muitos, uma blasfêmia.



Tudo como antes

A Comissão de Justiça do Senado conseguiu reverter ao nada as recentes e custosas conquistas para que chegássemos ao mínimo necessário no instituto da fidelidade partidária. A proposta é que o parlamentar não vai perder o mandato quando ocorrer fusão ou incorporação de partidos; quando se criar novo partido e a ele pretender filiar-se o deputado ou senador; no caso de ”mudança substancial” ou desvio no programa partidário ou, ainda, quando o parlamentar se julgar vítima de discriminação pessoal. Como logo se sente, ideia de José Sarney...
Trocando em miúdos: não há mais necessidade de fidelidade, e o pouco que havia vai para o espaço. O que é mais grave, quando se tem definido pelo Supremo Tribunal Federal que o mandato de um deputado ou senador pertence aos partidos, que já agonizavam, agora vão lhes tirar os poucos tubos que os mantinham vivos.



Solução pela metade

Outra meia decisão no campo da reforma política foi proposta pela comissão especial que vem tratando da matéria: a suplência de senador, que devia ser extinta pura e simplesmente, ficará restrita a apenas um suplente, que assumirá temporariamente nos impedimentos do titular. Mas, se ocorrer a vacância em definitivo, a bancada do estado fica reduzida a apenas duas cadeiras até a eleição seguinte, estadual ou nacional, quando se elegerá novo senador para completar o período interrompido. Um exemplo com base em caso mais recente: com o falecimento de Itamar Franco em pleno exercício do mandato, a vaga aberta seria preenchida em outubro próximo.
A proposta pode ter valor pelo que significa um passo à frente rumo à eliminação da suplência de senador, mas ela ofende um dos dispositivos republicanos mais antigos, que garante três senadores permanentes para cada estado.



Cármen e o voto feminino

Já com sua posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral marcada para abril, quando estará completando 58 anos, a ministra Cármen Lúcia lembra que, 80 anos depois de conquistar o direito de votar, à mulher ainda cabe um papel mais relevante na política brasileira. Ela representa hoje 52% da população, mas sua participação nas decisões está muito aquém, lembrou a ministra, que vai dirigir o TSE nos próximos dois anos.



Noiva do momento

O que se observa, cada dia com maior segurança, é que o PSB tornou-se a noiva cobiçada tanto pelo PSDB quanto pelo PT. A preliminar do relacionamento maior, a presidência da República, são as eleições municipais de 2012. Entretanto, o PSB não terá como viver por muito tempo essa dualidade. Vai precisar tomar posição, por mais dolorosa que seja a escolha. Caso não opte por um dos dois partidos que o cobiçam, i viverá um comportamento dúbio com o comprometimento de seu futuro. O papel de principal partido coadjuvante no poder já está ocupado pelo PMDB; não ficaria bem para o PSB aspirar disputa tão desconfortável.


__

Comentário nas hostes do PSB da cidade:

AÉCIO ESTÁ PREDESTINADO AO PODER DA REPÚBLICA, DIRIA ITAMAR FRANCO. PARECE QUE OS FATOS CONTRIBUEM PARA A FALA PREMONITÓRIA DO FALECIDO POLÍTICO JUIZ-FORANO. UM DELES É A CANDIDATURA de SERRA A PREFEITO DE S. PAULO.

__


De memória


Velha promessa

Há quarenta anos, nesses primeiros dias de março, o governo federal prometia ao Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora o tombamento, como patrimônio nacional, dos pontos originais da velha União e Indústria, inaugurada em junho de 1861 por Dom Pedro II. A relação havia sido organizada pelo professor Wilson de Lima Bastos. O assunto caiu no esquecimento, exceção para a ponte de Santana, em Alberto Torres, que foi restaurada. Mas são do mesmo tempo a ponte das Garças, em Três Rios, a Estação de Paraibuna, em Comendador Levy Gasparian, que é a mais antiga e precedeu a estrada, pois servia para a troca das mulas das diligências. De toda a obra remanescente, a de melhor conservação é o chalé de estilo francês, onde está o Museu Rodoviário.

__

(( publicado na edição desta sexta-feira do TER NOTÍCIAS ))

quarta-feira, 7 de março de 2012

As mulheres e a política

Há quantos séculos a mulher luta para ter acesso a decisões da sociedade em que vive? Muitos, certamente, porque vêm de longe as restrições criadas até por alguns gênios da Humanidade, como Platão, que dizia ser o nascimento das mulheres uma punição dos deuses. O discípulo Aristóteles também negava a elas a condição de pessoa, assegurando que não tinham alma. E por aí andaram os desprezos sociais e a negação dos direitos políticos, a ponto de se ouvir na Alemanha dos tempos de Guilherme II que a mulher se definia com três Ks - kirch, kitch e kinder: igreja, cozinha e filhos.
Entre os primeiros direitos civis e o acesso ao voto ocorreram longos intervalos, mas acaba que foi a Nova Zelândia o primeiro país a admitir o voto feminino, em 1893, embora antes disso, por volta de 1880, Elizabeth Stanler e Lucrecia Mott travassem na Inglaterra árdua campanha para tal conquista. Nos Estados Unidos, algumas categorias sociais podiam votar, o que foi pior, pois inscrevia uma discriminação dentro de outra discriminação.
No final dos anos 20 a ideia da integração política da mulher amadurecia fortemente em Minas e Rio Grande do Sul, mas o Brasil entrou definitivamente nessa história só em 1927, em Mossoró, com o gesto audacioso de Celina Guimarães Viana, que requereu título eleitoral, e serviu de modelo até para as inglesas. Na década de 30, Getúlio Vargas reconheceu o voto feminino no Código Eleitoral. Contudo, deu com a esquerda o que a mão direita depois tirou, pois logo veio a ditadura que se estenderia até 1945, deixando as urnas fechadas. O breve interregno foi suficiente para que se elegesse a primeira deputada brasileira, a paulista Carlota Pereira de Queiroz. Agora, quando se observa a foto da instalação da legislatura de 1932, ela única entre 200 homens, eles é que aparecem totalmente dominados pelo constrangimento...
Hoje, no Congresso ,a bancada das damas representa 9%. Pouquíssimo, de forma até a incomodar as Nações Unidas. Só em 1982 uma brasileira vai chegar ao ministério, com Esther Figueiredo assumindo a Educação. Hoje, com dona Dilma, são quase dez.
A palavra final é sobre as mineiras, que passaram o tempo vivendo todas as aventuras humanas. Ou como Bárbara Heliodora, pungente dama do amor, que morreu louca vagando pelas ruas de São João Del-Rey declamando versos do namorado inconfidente, ou a bela Ana Joaquina de São José, Dona Beja, que administrou com talento a alcova que dividia com Joaquim da Silveira, e com isso conseguiu reverter para Minas 94.500 quilômetros do Farinha Podre, em Goiás. Ficamos devendo aos seus favores amorosos o nosso próspero Triângulo Mineiro.


Temer dá folego à
queixa do PMDB

É provável que a presidente Dilma tenha ficado surpresa quando leu que o vice-presidente Michel Temer, que a substitui nas viagens ao Exterior, abraçou a causa do PMDB na campanha por um maior número de cargos no governo. O apoio de Temer, considerado importante na proposta do partido, do qual é presidente licenciado, é mesmo fundamental para que as reivindicações sejam atendidas, porque o porta-voz ocupa uma posição mais estratégica para essa missão. Mas é uma postulação que logo encontra a resistência do PT. Os petistas entendem que os descontentamentos são problema interno dos peemedebistas, e o governo deve ser poupado.
Observa-se que continua aguçado o senso de oportunidade que o partido aprendeu ao longo de sua jornada na política brasileira: a faca vai ao pescoço da presidente no exato momento em que se ensaiam rebeldias da base aliada no plenário da Câmara. O pretexto é o Código Florestal. O PR, por exemplo, surge como linha auxiliar nas insatisfações do PMDB.
Mas, ainda que tenha endossado de imediato as reclamações das bancadas de seu partido na Câmara e no Senado, Temer deixou o recado: o poder de pressão vai estar na proporção dos votos, e para isso conclamou os correligionários a elegerem o maior número possível de prefeitos.


Suplência
Pode ser que a reforma política não elimine a discrepância da figura do senador suplente, um critério proporcional em eleição majoritária. Mas, a se tomar por base a leitura do relatório da comissão especial para a reforma, no futuro será eleito apenas um suplente.
Resulta disso que essa suplência seria valorizadíssima, o que pode ampliar as portas da influência do poder econômico.


Pé na estrada

Tanto Antônio Anastasia como Aécio Neves têm planos de viajar com grande frequência nas próximas semanas. O governador, com a intenção de mobilizar os mineiros para apoiar as reivindicações que Minas está levando ao governo federal. E o senador tem de arregimentar apoios ao seu projeto presidencial.


Poucas raias

Dependendo de tanta conversa que se realiza entre dirigentes partidários e pré-candidatos a prefeito, vão se revelar abaladas as previsões de muita gente na disputa. Falava-se e oito ou nove, mas o número deve cair pela metade.

__

De Memória


Ângelo Biggi
Qual o real acervo que o grande pintor Ângelo Biggi deixou em Juiz de Fora, onde desempenhou sua arte por cerca de 40 anos? Nascido em Roma e sepultado aqui em 1953, dele o que mais se conhece são as parietais no Cine Theatro Central, da Associação Comercial e na capela mortuária da família Arcuri no cemitério municipal. Reclama-se o levantamento completo de sua produção, de resto pouco conhecida pelos juiz-foranos. Mas as obras que assinou chamaram a atenção, tanto que a Real Academia de Belas Artes de Roma, onde havia estudado, sugeriu que voltasse à Itália para ensinar, mas ele se radicou aqui em definitivo.
Seu prestígio se acentuou ainda mais em 1922, quando foi agraciado com a Medalha de Honra do 1º Grau no Salão Nacional de Belas Artes, com a pintura A Hora do Chá. Dois anos depois voltaria a ser premiado ali. Biggi também deixou pinturas em Barbacena, Manhuaçu, Rio Casca e Lafaiete.

(( publicado na edição desta quinta-feira do TER NOTÍCIAS ))

terça-feira, 6 de março de 2012

Radicalizar é preciso

Não constitui novidade em Juiz de Fora a intuição agora revelada pelos dirigentes do PSDB de que na eleição dos prefeitos, em outubro, é preciso dar importância à radicalização da disputa com o PT. Pode ser novidade para 14 municípios de expressão eleitoral que hoje são administrados por petistas ( Ubá é o caso único na Zona da Mata), mas em relação ao quadro local o que os tucanos sempre estimaram no projeto de reeleição de Custódio Mattos é a reedição da disputa, no segundo turno, da corrida que empreenderam com os petistas.
Mas há um detalhe, que também é o diferencial: se em 2008 a radicalização entre os dois partidos foi importante, muito mais agora, quando a escolha ficará como indício do comportamento do eleitorado dois anos depois, quando chegar a hora de ser escolhido o novo presidente da República.
O jogo, contudo, não se encerra só com os planos dos tucanos,que torcem para a radicalização, porque ela também será a via pela qual poderá transitar o prestígio da candidatura de Margarida Salomão junto ao PT nacional e ao governo federal. É claro. Se o PSDB quer radicalizar para favorecer o projeto presidencial de Aécio Neves em 2014, os petistas, também de olho na presidência, terão de prestigiá-la.
Sendo assim, a campanha estaria destinada a ter duas marcas profundas, ambas com prós e contras: haveria um debate sobre as grandes questões nacionais, o que seria inevitável se PT e PSDB trabalharem com vistas a 2014; e, como fator negativo, o empobrecimento das discussões em torno dos problemas da cidade.


Faltam sete meses.
As peças começam
a se movimentar


Está na lei. Eleição no Brasil é em 3 de outubro, mas sempre transferida para o domingo mais próximo, desde que esse domingo não esteja fora de outubro. Neste ano, os eleitores vão às urnas no dia 7, o que significa que estamos hoje a exatos sete meses da definição dos nomes para a prefeitura e a Câmara.
Da mesma forma como não se pode dizer que já temos sinalizadas as primeiras definições, é preciso considerar também que as peças começam a ser movimentadas, através de consultas interpartidárias e ensaios de candidatos que fingem disposição de concorrer, mas apenas desejando participar do processo. É uma fase que pode acabar se estendendo até os primeiros dias de junho, mês em que são realizadas as convenções.
A 210 dias das eleições não se sabe quantos serão os candidatos a prefeito, nem quais serão as coligações na proporcional. Nem qual o exato volume do colégio eleitoral. Mas dentro de um mês a situação pode estar diferente.




Decisão tomada

Dois municípios mineiros, Patos de Minas e Juiz de Fora, estão entre os primeiros que o PMDB impõe a candidatura própria à prefeitura. Não constitui novidade, mas a exigência acaba de ser confirmada em reunião da executiva estadual presidida pelo deputado Antônio Andrade. Para entrar nessa luta são indicados os deputados Antônio Júlio e Bruno Siqueira.

Divergências

Têm interpretações diferentes as datas estabelecidas pela legislação eleitoral para que se desincompatibilizem os ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar em outubro. Saem em abril, maio ou junho? No PSB há quem sugira que, para evitar surpresas, melhor é sair o quanto antes...
O vereador Isauro Calais diz que estudou a lei e não tem dúvida de que, ao contrário do que já se divulgou, ocupantes de cargos de confiança do prefeito, terão de estar desincompatibilizados até 7 de abril, e na 7 de junho.




Santos banidos

Quando o juiz federal Marcelo da Costa reage à campanha que deseja a retirada do nome de Deus das cédulas de dinheiro e o banimento dos nomes de todos os santos, sob o pretexto de que o estado é laico, ele indaga o que fazer em referência a São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo. E indagamos nós: o que fazer com quase 40 bairros e ruas que em Juiz de Fora têm nomes de santos?


Caçada longa

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de que para outubro também estão impedidos os que tiverem rejeitadas contas de campanhas anteriores vai obrigar os TREs a trabalhar muito e ligeiro. Haverá correria para o levantamento de todos os casos. É uma tarefa exaustiva, porque há os candidatos condenados, mas também os casos que estão em grau de recurso.




__

De Memória

Revista da rua

Pelo que se sabe, pelo menos no Brasil nunca circulou uma revista dedicada apenas a uma rua. Pois em maio de 1936 um grupo de intelectuais se reuniu ao desenhista Lauro Campos para editar a “Rua Halfeld”, que falava dos homens e das mulheres que trabalhavam, criavam e cantavam em prosa e verso a artéria que, não é de hoje, oxigena o coração de Juiz de Fora. A Halfeld, já se dizia na época, tinha alma, era a própria vida da cidade.
A publicação quase chegou a um ano. Coube a Dormevilly Nóbrega preservar a coleção, depois transferida à Universidade Federal.

(( publicado na edição desta quarta-feira do TER NOTÍCIAS ))

segunda-feira, 5 de março de 2012

Poder coadjuvante

Antes mesmo da Semana Santa, setores influentes do PMDB vão chamar o vice Michel Temer para uma outra conversa, centrada na postulação de novos cargos no governo federal. Alegam que, avaliada a base de apoio parlamentar, percebe-se que o partido recebe menos do que merece, e essa é uma deformação que desagrada.
O PMDB segue fielmente seu manual de partido coadjuvante no poder, quer seja com os tucanos, quer seja com os petistas. Está sempre manifestando descontentamento com a parte que lhe cabe do poder, pois sempre quer mais. Age com pragmatismo desde 1985 na denominada 'Nova República', sob a liderança do ex-UDN e ex-PDS, senador José Sarney.

Ônus da chefia
Não é nada para preocupar; breve infecção, garantem os médicos que assistem o ex-presidente Lula, novamente hospitalizado ao sentir os pulmões pedirem socorro. Mais um reforço medicamentoso e tudo deve ficar bem.
Está para nascer entre ex-presidentes, não apenas os que são surpreendidos pela visita indesejável do câncer, alguém que se revele tão indisciplinado ao tratamento do que Lula. Recebe visitas, fotografa-se com visitantes, dá entrevistas e pelo telefone divide com Dilma as tarefas do governo. Se os médicos não o contivessem, o carnaval o veria folião em carro de escola de samba.
Lula é o oposto do bom paciente. Confia demais nos seus deuses; mas os deuses não gostam de ser desafios.


Tempo de conversa

Dizia o presidente Tancredo Naves que eleição só se conversa depois da procissão do Senhor Morto, alusão às indefinições que se veem antes da Semana Santa. Não tanto, como parece acreditar o neto, Aécio, que já está em campo conversando sobre as composições e os caminhos que se abrem ao PSDB e seus aliados. Em 2010, com idêntica disposição, ele conseguiu agregar grandes forças em torno da candidatura de Anastasia.
Em Belo Horizonte, onde se conversa muito, quase exclusivamente sobre o projeto da reeleição do perfeito Márcio Lacerda, nos dias 14 e 15 a Associação Mineira dos Municípios vai promover um encontro de prefeitos, vereadores e dirigentes partidários, para discutir o processo eleitoral. Certamente a entidade não vai indicar candidatos, mas oferecerá diretrizes para os municípios imporem à campanha suas grandes questões.



Assunto esticado

Se o governo já tem desafios demais, ideal seria que os assessores políticos da presidente (afinal, quem são eles?) trabalhassem para reduzir ao máximo a carga dos problemas que sobem ao seu gabinete. A ascensão só quando não houver mesmo jeito de filtrá-los. É para isso que são criadas e funcionam as assessorias.
Discrepa, portanto, a timidez com que os auxiliares se posicionaram frente ao protesto dos militares da reserva, aborrecidos com o que entendem ser revanchismo a apuração de responsabilidades nas violências contra políticos nos tempos da ditadura. O governo devia ter deixado que o assunto se esgotasse em si mesmo, mas preferiu soprar as brasas e reacender um fogo que se mostrava brando e pouco ameaçador. O protesto, que nem era das casernas, acabou escapando para as ruas, triplicou as adesões e criou um problema sério: desafiantes, os miliares afirmam que não reconhecem autoridade no ministro da Defesa. E agora?



Sob ameaça

Qualquer candidato a prefeito está sujeito a pressões, provocadas pelos interesses políticos que eles podem ajudar ou prejudicar. No caso de Juiz de Fora, considerados os partidos a que pertencem e as alianças nacionais e estaduais de que fazem parte, Júlio Delgado e Bruno Siqueira podem ser alvo de insinuações, principalmente da parte do PT e do PSDB.




Relatório

O vereador Isauro Calais encaminhou à imprensa, ontem, o relatório de suas atividades em 2011, onde destaca como principal realização os cinco meses de estudos e debates para a implantação de uma política de defesa e promoção dos idosos, em comissão especial que criou e presidiu. Segundo ele, o que se estabeleceu para o aumento da qualidade de vida da terceira idade em Juiz de Fora ficou acima da média do que se propõe nos grandes centros brasileiros.
Na relação dos seus 267 requerimentos e 27 projetos cabe destaque também para o que estabelece a ficha limpa como norma para ingresso no serviço público municipal. E, como proposta regional, Calais criou a comissão especial de reforma política, destinada a levar a Brasília as preocupações da Zona da Mata nessa questão.



As ciladas

No encontro de sábado, quando o PTdoB reuniu militantes de municípios vizinhos, os candidatos foram advertido sobre ciladas inevitáveis criadas na legislação eleitoral no que diz respeito à propaganda em campanha. Uma camisa com o nome do candidato é proibida no dia da eleição? Há juiz que a admite, mas outros veem nela um impedimento. Melhor é não correr o risco.

__

A volta às aulas na Universidade foi marcada, como sempre, pela calourada, que em Juiz de Fora se transformou no casamento sinistro do mau gosto com a falta de criatividade.

__

De Memória

Na manhã de 3l de maio de 1963, ainda a bordo do Viscont presidencial, que o trazia a Juiz de Fora, o presidente João Goulart, entre uma laranjada e alguns bombons, retocava o discurso que pronunciaria na Câmara. Desejou saber de dois deputados que o acompanhavam, Clodesmidt Riani e Olavo Costa, e de um jornalista da comitiva, qual a principal reivindicação que ouviria da cidade: a abertura da Avenida Brasil, segundo a unanimidade dos consultados, dada a importância que ela representaria para a desobstrução (já naquela época!) no tráfego urbano. Em uma das laudas datilografadas duas linhas estavam reservadas aos pontos centrais do discurso, que, além da avenida, garantiu a Juiz de Fora que as reformas de base viriam de qualquer maneira.


(( publicado na edição desta terça-feira do TER NOTÍCIAS ))

domingo, 4 de março de 2012

Reforma: um passo à frente

Se não vier qualquer imprevisto – e em política os imprevistos são facilmente previsíveis - a comissão especial da Câmara que trata da reforma política começa a votar, amanhã à tarde, o relatório do deputado petista Henrique Fontana. A primeira dúvida é se haverá quorum suficiente, embora se soubesse, ontem à tarde, que havia deputados suficientes em Brasília.
O relatório abre os caminhos da reforma propondo o sistema proporcional de lista flexível e o modelo de financiamento público de campanha eleitoral.
Nos últimos dias ampliaram-se as possibilidades de aprovação da matéria, diante da garantia de que, quaisquer que sejam as decisões, elas serão submetidas a um plebiscito, antes de terem valor para as eleições de 2014.


PTdoB define
apoio a Júlio

No encontro que promoveu, no fim de semana, na Câmara Municipal, com 16 representantes do partido na Zona da Mata, o PTdoB confirmou seu apoio à candidatura do deputado Júlio Delgado à prefeitura, decisão que foi explicada pelos dirigentes como resultado das boas relações do partido com o PSB, ao qual pertence o deputado. Esse entrosamento também é visível em Juiz de Fora, pois o PTdoB funciona junto ao escritório político do deputado, na Rua Machado Sobrinho, o que foi confirmado pelo coordenador local, ex-vereador Gilberto Vaz de Melo. A esperada presença do presidente nacional do partido, Luís Tibé, não aconteceu. Ele alegou estar viajando.
Com duas horas de duração, a primeira das quais destinada a esclarecer dúvidas sobre os procedimentos em campanha, a reunião deixou claro que os dirigentes estaduais poderão esbarrar em dificuldades para impor alianças em alguns municípios, por causa de divergências locais e os interesses políticos nem sempre convergentes. O representante de Rio Pomba, José Lucas, disse que ele e seus companheiros não aceitam apoiar qualquer dos quatro candidatos já anunciados naquele município, e prefere ser destituído a aceitar aliança com um deles.
Nos minutos finais, o deputado Júlio Delgado visitou os participantes do encontro regional, e anunciou que em seu projeto de chegar à prefeitura o PSB já conta com apoio de mais três partidos, que ele não revelou. O discurso também foi ouvido por militantes de outros partidos, como PSD, PSL e do PCdoB.



O bom exemplo

Na contramão da gulodice de muitas câmaras municipais de Minas, a de Dores do Indaiá decidiu, com o voto unânime dos vereadores, não aumentar, mas reduzir os subsídios, não apenas de seus integrantes, mas também os do prefeito e do vice-prefeito. Estabeleceu-se que o prefeito, que ganhava R$ 16.200,00 vai agora para R$ 10.000,00; o vice-prefeito foi reduzido de R$ 8.100,00 para R$ 2.500. Quanto aos vereadores, o subsídio desce de R$2.900,00 para R$ 2.500,00.
Ficou decidido que o dinheiro que se vai economizar será aplicado em obras municipais.



Esforço para
enterrar Deus

Parecia que o assunto já estava superado, depois de tantos fracassos, mas eis que um procurador da República reacende a discussão. O Estado é laico e, portanto, não pode contemplar manifestações de amor a Deus. Sua preocupação central está na expressão “Deus seja louvado” nas notas de dinheiro, porque o Estado tem de estar fora das questões metafísicas. Claro, esse novo esforço para sepultar Deus acabará como acabaram as tentativas anteriores: esquecimento.
Interessante é que os ferozes defensores da extinção de Deus nas cédulas e os que pedem a remoção dos crucifixos das paredes oficiais nada falam sobre o fim dos feriados religiosos, do descanso prolongado da Semana Santa ou das festas de Natal. Quanto a esses, nenhum protesto.
Afastar o povo de suas tradições e sentimentos da religiosidade seria um esforço inútil, aqui e em todo o mundo. Nos Estados Unidos grandes símbolos inscrevem “em Deus confiamos” e os ingleses não cansam de dizer “Deus salve a rainha”. Como indaga o juiz federal Marcelo da Costa, proibidos os nomes religiosos, como faremos com São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo?
E, afinal, como lidar com a Constituição ”inconstitucional”, que já no enunciado se evoca ”sob a proteção de Deus”?


Teocracia

Bastou a presidente Dilma entregar o Ministério da Pesca ao senador e bispo licenciado (sic) Crivella para que outros setores evangélicos manifestassem desejos parecidos; porque essa história de”irmãos em Cristo” não funciona quando chega a hora de dividir poder político. O PSC, partido do pastor Everaldo, mandou dizer ao Planalto que ficaria feliz em ganhar o Ministério do Trabalho, e para tanto denuncia logo o principal concorrente, o PDT, acusado de não ser fiel à base do governo.
A presidente está assumindo a responsabilidades de dar os primeiros passos para uma teocracia disfarçada.

__

De Memória

Israel e JF

Israel Pinheiro, eleito governador depois de ter sido o principal executivo na construção de Brasília, não era de Juiz de Fora, mas teve sua longa história política iniciada aqui. Em 1933, na Fazenda da Floresta, onde Olegário Maciel e Antônio Carlos haviam se reunido para formar a lista de candidatos do PRM para a Constituinte, três anos depois, Olegário manifestou interesse em lançar um “jovem engenheiro, filho de João Pinheiro, que cuidava da cerâmica da família em Caeté”. No dia seguinte, Antônio Carlos despachou para aquela cidade o delegado Pedro Mendes, para convocar Israel a Juiz de Fora, onde foi oficialmente convidado. Disputou e ganhou.

(( PUBLICADO NA EDIÇÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA DO TER NOTÍCIAS ))