quinta-feira, 14 de abril de 2016






PRESENTE E FUTURO


À expectativa provocada pela votação, na Câmara dos Deputados, do processo de impeachment da presidente Dilma, soma-se – é visível – uma preocupação geral sobre o futuro imediato do País. Haja ou não impeachment, o que  vai acontecer? Estando ela ou Temer no comando, por onde caminhar rápido rumo às soluções das muitas crises que nos afetam? Chegamos a um ponto, sem praticar excesso de pessimismo, que a agudez dos problemas está acima de atuais e eventuais dirigentes. Ou não é bem isso?

Outra dúvida reinante é quanto a reações populares violentas, também aí independentemente do resultado da votação final no Senado. Um palpite: em nome da tranquilidade, bom é que a diferença de votos, contra ou a favor da presidente, tenha diferença bem elástica, uma “goleada”, porque, sendo apertado o resultado, é que certamente os ânimos se tornarão acirrados.

Seja como for, eis um País mergulhado em grande incerteza. Como disse certa vez o ministro Marcelo Pimentel, do TST: “A gente não sabe para aonde ir; sabe apenas de onde quer sair”.



À TERRA FIRME


As expectativas no Brasil, parado à espera de definições, ampliaram-se nas últimas 48 horas, diante do anúncio de novos desembarques. PR, PP e deputados evangélicos deixaram a base do governo. Do que resultam duas observações: 1) são partidos sem expressão política ou ideológica, mas gozam de total fidelidade dos votos de seus representantes, o que lhes empresta vantagem aritmética em momentos decisivos; 2) se saltam do barco é porque pressentem o naufrágio. Ainda assim, é prudente relevar que continua no Congresso uma sedenta bancada, com a qual se pode conversar objetivamente, o que inclui cargos e  vantagens.

As pequenas legendas, por suas deficiências ou qualidades, vêm sendo  cortejadas pelo governo e pela oposição. São como as antigas pílulas do Doutor Ross: pequeninas mas resolvem.



PESAR


Registro, com pesar, o falecimento de Cid da Costa Lage, que estava próximo de completar 94 anos. Ele atuou na Rádio Difusora entre 1957 e 1962, e foi também quem criou e dirigiu nossa primeira agência de publicidade. Produziu e apresentou um dos mais famosos programas de rádio da época – Conversa em Família, onde desfilaram nomes famosos como Natálio Luz, Raimundo de Oliveira, Oto Ribeiro e Vilca de Oliveira. Cid foi um dos fundadores da Associação dos Radialistas, de curta duração.









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